Carpegiani vê vitória como justa e afirma: “Mudamos o jogo no segundo tempo”

O Flamengo venceu com certa facilidade o Boavista na noite da última quarta-feira (07). O Mais Querido foi pouco exigido, encontrando dificuldade, apenas, em furar a retranca do time de Saquarema no primeiro tempo da peleja, de acordo com o técnico Paulo César Carpegiani. O treinador falou sobre a partida em coletiva pós-jogo e, na opinião do comandante, o intervalo foi fundamental para a vitória rubro-negra.

Vejo que encontramos um time bastante fechado, que esporadicamente teve um contra-ataque. Sempre fomos uma equipe segura. No intervalo conversamos e mudamos o jogo no segundo tempo. Tornamos a partida fácil e criamos as oportunidades. Aceleramos o jogo. Foi a diferença entre o primeiro e o segundo tempo.

Com a vitória de 3 a 0 sobre o Boavista, o Fla foi para nove pontos e assumiu a liderança isolada do grupo B da Taça Rio. Próximo confronto do Mengão é contra o Macaé, sábado (10), às 19h30, no Estádio Moacyrzão. Será a última partida antes do embate contra o Emelec, pela Copa Conmebol Libertadores.

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  • Mais uma vez, Diego e ER não jogaram absolutamente nada. Diego ainda se salvou pelo gol, e só. Parece uma enceradeira, girando pra lá e pra cá segurando a bola, levando porrada e não dando sequência aos lances. Já anda merecendo um banquinho básico. ER a mesma coisa, prendendo a bola demais.
    Só no 1o. tempo, 13 cruzamentos, sendo que 12 sem perigo algum. São raras as jogadas de penetração e triangulação. Partir pra cima do marcador? Drible? Só Paquetá. O resto era aquele irritante “bolinha pra lá, bolinha pra cá e joga na área pro Dourado resolver”. A inspiração pra isso é ainda aquele “tic-tac” da Seleção espanhola de 2010, que raramente errava um passe, cruzamento ou chute. Já o Flamengo….rsrs.
    De bom, duas coisas: primeiro, a atuação de Paquetá. O mais lúcido e incisivo desse time. No 1o. Tempo quis dar uma de Ronaldinho Gaúcho e, além de olhar para um lado e passar para o outro, bateu uma falta por baixo da barreira, sem sucesso. Coincidência ou não, na falta que bateu e que resultou em gol, a barreira do Boavista ficou plantada no chão, sem saber se a bola vinha por cima ou por baixo, e a bola passou à feição e entrou na gaveta. A cada dia adquire mais confiança, é mais surpreendente e decisivo. Precisa apenas, em algums momentos, ser menos afobado.
    Segundo, a reestréia de Júlio César. Se fosse ele, jogava mais um tempinho. Emocionou vê-lo no gol do Flamengo depois de 14 anos. Dino Zoff jogou até os 41 anos em alto nível, e Gianluigi Buffon já está com 40 e não dá mostras de querer se aposentar. Seria um reforço de peso na Libertadores, pela experiência, perfil vitorioso e puro DNA rubronegro. Uma pena que não tenha sido inscrito, mas….quem sabe?
    Com o time jogando dessa forma, burocrático e sem criatividade, com duas “enceradeiras” no meio, não sei não…Só com ajuda divina ganha lá no Equador. Pelo menos mostrou uma vontadezinha de ganhar, no segundo tempo, e não se acomodou, como de hábito, depois do primeiro gol. Aos trancos e barrancos, conseguiu fazer três, mas…

    Quero ver sua atitude, comandante.

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