
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Jovem e sem passagens pela elite do futebol brasileiro, o técnico interino do Flamengo, Mauricio Barbieri, não é um conhecido do grande público. Aos 36 anos, ele será o treinador do Rubro-Negro na estreia do Campeonato Brasileiro, no próximo sábado (14), contra o Vitória. Antes disso, o Esporte Interativo juntou histórias para apresentar à torcida quem terá o comando técnico do clube mais popular do país.
Apesar do pouco tempo de estrada, Barbieri já teve o trabalho elogiado até pelo técnico da seleção brasileira, Tite. Isso em São Paulo, onde, um ano depois, o treinador foi para o maior desafio da carreira até então e decepcionou, demitido após seis jogos. Contratado pelo Flamengo em janeiro deste ano, o atual auxiliar permanente tem um passado com Zé Ricardo e por pouco não editou uma parceria com o treinador em duas oportunidades. Uma delas, aliás, no próprio Flamengo.
Passado rubro-negro
Pouca gente fora do clube sabe, mas Barbieri teve uma passagem curta e recente pela Gávea antes de 2018. Mais do que isso: Mauricio é velho conhecido de Zé Ricardo, hoje técnico do Vasco, e por pouco não promoveu uma parceria com o comandante do grande rival. É que eles se conhecem desde 2012, quando o interino do Flamengo comandou o Audax-RJ rumo à elite do futebol carioca enquanto Zé treinava os juniores.
Quando voltou à base do Fla, poucos anos depois, o hoje técnico do Vasco foi convidado para ser auxiliar no profissional do Audax, mas acabou recusando. Mais alguns anos se passaram, e outro reencontro: para completar o curso da CBF, Barbieri foi ao Flamengo para um período de experiência prática justamente na época em que Zé Ricardo era o comandante. O trabalho não durou mais de duas semanas, mas serviu, mesmo que em parte, para o profissional ficar no radar rubro-negro e retornar em 2018, desta vez com contrato e cargo na comissão.
“Conheço ele desde aquela época, era 2011 ou 2012. Teve uma possibilidade de eu trabalhar com ele no Audax-RJ, para ser auxiliar dele. Isso depois de eu ter voltado para o Flamengo. Só que eu tinha pouco tempo de Flamengo e não retornei para o Audax. Desde lá ficou uma amizade muito grande, a gente sempre se falava. Fizemos o curso da CBF juntos”, disse o técnico do Vasco ao Esporte Interativo.
Como pensa e como joga, segundo um chefe e um jogador
Curiosidade à parte, vamos ao campo e bola: Barbieri tem no histórico trabalhos metódicos, bastante estudados e que resultaram em equipes audaciosas. Isso segundo tanto quem o comandou como quem foi comandado. A reportagem conversou com dois personagens que puderam contribuir um pouco com relatos sobre a forma de treinar e pensar o jogo que tem o novo comandante do Flamengo. As declarações batem com pensamentos dos próprios jogadores rubro-negros, que falam sobre um estilo de jogo ofensivo e de posse de bola.
“Ele é um treinador mais novo do que eu, mas ele conseguia ter respeito muito grande dos jogadores. Ele faz um trabalho e explica porque está fazendo esse trabalho. Para o jogador entender e captar aquilo. E ele não abria mão de o time sair jogando. Eu nunca gostei de dar chutão, e isso até favorecia o meu jogo. Ele trabalhava muito a saída de bola, não gostava de rifar”, disse em contato com a reportagem Fabiano Eller, hoje candidato a deputado federal no Espírito Santo, que foi capitão com Barbieri no Audax-RJ e no Red Bull-SP.
“Ele é um treinador extremamente estudioso, é envolvido no trabalho como poucos que eu vi. Faz um trabalho grande fora de campo, com planejamento e montagem do treino. É um treinador que gosta muito de trabalhar a equipe de uma maneira pedagógica, de formação da equipe. Todo pré-treino é exatamente planejado, assim como o pós-treino. Analisa jogador por jogador”, completou ao EI o diretor executivo do Paysandu, André Mazzuco, diretor esportivo na época do interino do Flamengo no Red Bull.
Em São Paulo, dos elogios de Tite a atrito com torcida
Em São Paulo, Barbieri teve a melhor passagem como treinador de futebol, e também a pior. No clube de maior expressão antes do Flamengo, o Guarani, no interior paulista, o técnico não conseguiu mais do que seis partidas. O destaque foi negativo, mas não no campo: pela imprensa, o comandante entrou em atrito com a torcida. Depois, deu explicações.
“Queria me desculpar pelo mal-entendido. Em nenhum momento eu disse que ignoro a torcida. Só falei que, como comandante, eu preciso saber separar as coisas e analisar a situação com mais lucidez”, disse no início de 2017.
A campanha curta e ruim foi precedida, um ano antes, pelo auge no futebol profissional. Em um clube-empresa, o Red Bull-SP, Barbieri fez um trabalho de dois anos que levou o clube a fases eliminatórias do Campeonato Paulista. Mais do que os resultados, a equipe foi elogiada pelo desempenho. O trabalho rendeu atenção até de Tite, hoje técnico da seleção brasileira.
“O Mauricio amadureceu muito. A gente teve momentos ruins, que tivemos que tomar decisões, e ele participou disso. Mas, é claro que a diferença do assédio vai a 1000% agora. Sobre a relação com os atletas, ele se preocupa muito com o lado humano, porque é um ambiente de pressão e dificuldade. Ele leva muito isso para os atletas para administrar o dia a dia”, completou Mazzuco, ex-dirigente de Barbieri.
Reprodução: Esporte Interativo
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Vamos ver. Na hora que decidir barrar um medalhão desses do Flamengo, vamos ver se o elenco vai ficar na dele e aceitar de boa, ou se vai fazer beicinho e corpo mole em campo por causa disso, ou fazer queixinha pro papai presidente.
DEIXA O HOMEM TRABALHAR.
EU DEIXO! QUEM NAO VAI DEIXAR É O BANDEIRA!
A questão do treinador quanto ao elenco é a seguinte: Se ele barra o medalhão e o time joga bem e vence bem, o elenco baixa a crista e aceita. Porém se ele barra e o time vai mal, o elenco engole ele.
O que faltou em todos os técnicos foi peito/respaldo para barrar um medalhão, isso é o primeiro passo.
Tbm acho que é por aí. Por isso o Renato cairia como uma luva, pois já tem currículo, sabe trabalhar um vestiário e não tem medo de medalhões e nem de presidentes paternalistas. Mas ficou o Barbieri, e só nos resta dar força pra ele, sob pena de, não o fazendo, aumentar mais ainda o stress. Com ele, vai depender muito mais da consciência profissional dos jogadores do que de qualquer outra coisa, pois se correrem em campo só para efetivá-lo pra depois caírem na preguiça novamente, aí a massa desanda de vez. SRN
Exatamente isso. Concordo plenamente.
O Everton é um jogador nota 6, não é nenhuma Brastemp...
Querem forçar a barra para fazer a torcida aceitar a Barbi.
Já ESTOU CANSADO DE MEDALHÕES.
Barbi hahahahhahahaha ah ahahhaahhahahahha
Aposto demais nesse cara. Melhor que contratar medalhões.
Confio no trabalho dele ! O problema é q ele não vai poder escalar os melhores , portanto vai continuar do mesmo jeito ...
Deixa ele trabalhar. Depois dê a sua opinião.
Sinceramente, atualmente não tem nenhuma opção no mercado que seja exageradamente melhor que ele. Por mim, faz um contrato com ele até o final do ano e depois traz o Renato. O contrato do Renato acaba no final do ano.
O contrato do Renato acaba em 19.
Veremos logo. Estamos em busca de alguém que nos entregue um time que tenha pelo menos vontade de ganhar seja qual for o adversário. Se o técnico conseguir isso, já ganha a torcida rapidamente. Vamos viver do que ele conseguir fazer com o time e esquecer de sua capacidade em fazer, já que o passado não entra em campo mesmo.
Já que o assunto é treinador. Vi parte do jogo do CAP... E que treinador diferenciado é o Diniz. Futebol bonito, sem chutão, jogadores se movimentando e dando opção. Gostaria de um dia ver meu time jogar assim.
Quanto ao Barbieri, hoje é nosso técnico, então boa sorte.
Concordo contigo. O Atlético PR do Fernando Diniz jogou muito bem, dominando e envolvendo o adversário na base do toque de bola.
A parada da copa do mundo seria ideal para implantar aquele estilo de jogo no Mengão.
Sim, o período da copa seria legal. O problema é que hoje ele está empregado e não vejo perspectiva de tirar ele de lá. O Diniz nunca foi muito ligado no financeiro, mas sim na estrutura. E a estrutura dos caras lá é monstruosa.
Perdemos a chance de trazê-lo no início do ano.
Falo dele por não ver outro com capacidade de implantar aquele estilo de jogo.
Seriam apenas 15 dias para treinar, pois eu tenho certeza que o EBM vai dar 15 dias de férias para os jogadores.
O Diniz foi oferecido ao flamengo antes de contratarmos o Rueda que era preferencia da Torcida. A diretoria jogou para a torcida ao invés de manter a convicção do Técnico novo e "estudioso".
Pois é, e no início do ano perdemos novamente a oportunidade.
Eu confio e vou apoiar! Sou Mengão contra tudo e contra todos! Antes eu tinha vergonha mais torcia, agora somos um time que todos querem derrubar na gestão e no campo. Se entrar uma diretoria mais experiente no futebol em 2019 iremos longe.