Notícias

ESPN: “Como múmias congeladas ajudaram Guerrero jogar o Mundial da Rússia”

Compartilhe

Paolo Guerrero, conhecido por defender Corinthians e Flamengo no futebol brasileiro, protagonizou um das situações extracampo mais complexas da história das Copas do Mundo antes do Mundial da Rússia.

A substância Benzoilecgonina, encontrada na cocaína, mas também nas folhas da planta de coca – principal ingrediente de um tradicional chá peruano – foi detectada num exame antidoping feito pelo atacante em outubro de 2017 após jogos contra a Argentina e Colômbia, válidos pelas Eliminatórias da Copa.

O caso rendeu muita repercussão no mundo do futebol, mas o atleta, sua família e seu círculo de amigos negavam veementemente que Guerrero teria usado qualquer tipo de droga, fazendo questão de sustentar a versão da história na qual ele teria apenas ingerido os tais chás da folha de coca, como havia feito inúmeras vezes durante sua vida.

A ”novela”, que envolveu diversas idas e vindas jurídicas, se estendeu por meses. Semanas antes da partida contra a Dinamarca, enfim, Guerrero foi liberado, e atuou nos últimos 15 minutos da estreia peruana na Rússia.

Uma das estratégia usadas durante o processo que resultou na redução da pena de Guerrero contou com um elemento no mínimo… inusitado.

Ainda em 1999, três corpos congelados de crianças incas foram encontrados praticamente intactos no topo de uma montanha na fronteira entre Chile e Argentina.

Após um processo de análise forense foi constatado que os jovens teriam falecido há cerca de 500 anos. Porém, por incrível que pareça, as ”múmias” foram fundamentais em 2018 para a diminuição da pena do peruano.

No Peru, como em vários países latino americanos, o consumo da folha de coca é totalmente legal, sendo, inclusive, usado socialmente. É dito, aliás, que a erva ajuda na adaptação do corpo humano em ambientes de grande altitude. Entretanto, testes antidoping constatam nos chás a presença de substâncias que também estão na cocaína, como aconteceu com Guerrero.

Segundo informado primeiramente pelo jornal Estadão, para comprovar a ”confusão” entre o consumo da cocaína e a folha de coca, os advogados do atleta, com o auxílio de cientistas, arqueologistas e especialistas em bioquímica, constataram a presença da Benzoilecgonina, substância que incriminou Guerrero, no sistema de uma das ”múmias” achadas em 1999.

A mensagem era simples: como a cocaína seria responsável por isso, sendo que os corpos foram deixados nas montanhas aproximadamente quatro séculos antes da droga ser produzida pela primeira vez pelo químico alemão Albert Niemann, em 1859?

Este foi um dos argumentos usado no processo que, eventualmente, reduziu a pena inicial de um ano concedida a Guerrero, o possibilitando de estar em ação pela seleção peruana na Copa da Rússia.

Reprodução: ESPN

Notícias recentes

  • Notícias

José Boto descarta venda de jogadores como objetivo do Flamengo, no Portugal Football Summit

Diretor de futebol falou durante o Portugal Football Summit, dias após o Brasileirão aprovar a…

24/09/2026
  • Destaque

Como o Flamengo venceu o Fluminense no 1º clássico de vôlei da temporada

Rubro-Negro superou o Tricolor em Niterói no primeiro clássico da temporada, com show de Tainara…

24/09/2026
  • Notícias

Ídolo do Flamengo, Angelim revela R$ 1,5 milhão investido em time feminino

Ex-zagueiro comanda o R4, projeto de mais de 10 anos que volta a disputar o…

24/09/2026
  • Manchetes

Josmar sobe para a vaga de Pedro e ganha nova chance nos profissionais do Flamengo

Cria do Ninho, Josmar tem participado dos últimos treinos com os profissionais do Flamengo  …

24/09/2026
  • Notícias

Líder do Brasileirão, Flamengo tem Samuel Lino entre os mais valiosos do torneio

Levantamento do CIES Football coloca o atacante do Flamengo em quinto lugar entre os jogadores…

24/09/2026
  • Manchetes

CBF define numerações de Pedro e Samuel Lino, do Flamengo, para jogos do Brasil; veja lista completa

Quais são os números das camisas de Pedro e Samuel Lino na Seleção Brasileira? A…

24/09/2026