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RMP: “Vitória é obrigação”

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Diante dos reservas do Grêmio, hoje à noite, novamente na arena gremista, o Flamengo precisa demonstrar, desde o início, o estonteante ímpeto ofensivo exibido nos últimos 25 minutos da partida da última quarta-feira. Dadas as circunstâncias, não há outro resultado aceitável para o rubro-negro que não seja a vitória, que garantirá a liderança do Brasileiro por pelo menos mais uma rodada e o moral em alta para o duelo contra o Cruzeiro, pela Libertadores, na próxima quarta-feira.

Vitinho deve começar como titular, mas temo que Maurício Barbieri ainda vá deixar Lincoln no banco, dando mais uma chance para Uribe. É o tipo de jogo bom para tentar desencabular o centroavante colombiano. Mas é ótimo também para firmar a jovem promessa, que até hoje ainda não começou como titular. Em tempo: espero que Barbieri não poupe nenhum jogador que não esteja, de fato, muito desgastado fisicamente.

Fôlego da NFL

O excelente preparo físico do Flamengo vem impressionando a todos e, segundo um passarinho me contou, é fruto de tecnologia e métodos de treinamento importados do futebol americano. São esportes bem diferentes, mas em ambos a necessidade de explosão, a velocidade e o fôlego são fundamentais. Quem diria, o “soccer” recebendo lições do “football”.

Boas apostas

Se Leandro Castán estiver bem fisicamente, poderá formar com Breno uma zaga de respeito no Vasco. Nem Castán é mais o zagueiro que foi campeão brasileiro e da Libertadores, pelo Corinthians, nem Breno o jovem beque extremamente promissor dos tempos de São Paulo, mas ainda assim eles têm condições técnicas de formar uma dupla infinitamente superior àquela medonha, com Paulão e Erazo. De Vinícius Araújo, confesso, não sei nada. Seja como for, Jorginho deve estar dando saltos de alegria com a chegada de reforços – os dois que chegaram ontem e mais Máxi Lopez, que deve estrear contra a LDU, pela Sul-Americana. Em tempo: o jogo de domingo, no Morumbi, contra o São Paulo, sem nenhum dos novos contratados, deverá ser uma baita pedreira. Um pontinho será lucro.

Sofrimento

O Fluminense penou bem mais do que deveria para derrotar o modesto Defensor, pela Sul-Americana, no Maracanã. O placar de 2 a 0, adocicado pelo golaço olímpico de Sornoza, já nos acréscimos, aliviou a tensão de um jogo que foi ataque contra defesa, mas no qual o tricolor mostrou enorme dificuldade para bater um adversário retrancado. Nem o artilheiro Pedro esteve bem, na busca pelo gol, marcado, enfim, pelo zagueiro Digão, de cabeça, já aos 41 minutos do segundo tempo.

Circuito carioca

Próximo de um acerto com o Botafogo, o técnico Zé Ricardo pode dirigir o terceiro clube do Rio, desde que deixou a base rubro-negra e passou a treinar os profissionais. Cotado no Santos e sondado pelo Vitória, faria bem ao treinador se aventurar fora do circuito dos clubes cariocas, onde até agora ganhou apenas um estadual, em 2017, pelo Flamengo, e um vice, também carioca, pelo Vasco, neste ano. Sua melhor campanha, na verdade, foi o terceiro lugar com o rubro-negro, no Brasileiro de 2016. Diante das dificuldades que enfrentará no Glorioso, caso acerte, deve lutar apenas para se manter afastado da zona de rebaixamento.

Lágrimas na quadra

Andy Murray venceu mais uma no ATP 500 de Washington. E chorou! O adversário nem era de ponta, o romeno Marius Copil, número 93 do ranking, o jogo foi duríssimo (6/7, 6/3 e 7/6), e a partida acabou depois das 3 da manhã, numa quadra praticamente vazia. Mas só Andy sabe o que sofreu com o problema no quadril, que o obrigou a uma cirurgia que o tirou das quadras desde janeiro. Ao que tudo indica, o tenista escocês está fisicamente recuperado. Agora é afinar o jogo, como fizeram, também com sofrimento, Novak Djokovic, mais recentemente, e Rafael Nadal, há um pouco mais de tempo. O tênis agradece à persistência dos três. E de Roger Federer, também, é claro. Dá gosto ver o “Fab Four” de novo em ação. Todos com mais de 30 anos (Roger com 37!), eles ainda não têm, nem de longe, substitutos à altura, na nova geração.

Dança das cadeiras

A inesperada transferência de Daniel Ricciardo da Red Bull para a Renault, a partir do ano que vem, abre a temporada de dança das cadeiras da Fórmula-1. Quem será o companheiro de Max Verstappen, em 2019? E, principalmente, quem será o segundo piloto da Ferrari? Ricciardo era um dos nomes sempre falados para substituir Kimi Raikkonnen. Será que o homem de gelo ganhará mais um ano, escoltando Sebastian Vettel? É o que o alemão quer. Mas se perder o penta para Lewis Hamilton, não sei, não.

Farpas com endereço

De Luiz Felipe Scolari, respondendo às perguntas sobre o 7 a 1, na sua apresentação ao Palmeiras:

– Já não sou nem mais o último brasileiro a perder uma Copa. Mas continuo a ser o último a ganhar.

Toma, Tite!

Reprodução: Blog do Renato Maurício Prado

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