Pedro Sampaio: “As tarefas de Dorival Júnior”

FOTO: STAFF IMAGES/FLAMENGO

Barbieri não resistiu a mais uma eliminação, desta vez, pela Copa do Brasil, e o Dorival Júnior foi escolhido para ser o comandante do “Mais Querido” nos últimos 3 meses da administração Bandeira de Mello. Essa escolha ganha contornos bem emblemáticos se lembrarmos que Dorival foi justamente o primeiro técnico da gestão do atual mandatário rubro-negro, lá pelos idos de 2013. Logo, sua nomeação como técnico carrega o símbolo de que, dentro de campo, não evoluímos tanto assim.

Após o “pífio” jogo contra o Bahia, Dorival deve ter percebido que terá bastante trabalho para levar esse time ao título do Brasileirão. Eu digo “título” porque foi para isso que o técnico foi contratado (para apenas se classificar para a Copa Libertadores 2019, pela falta de concorrência, a diretoria poderia deixar o time até sem técnico que a vaga viria). Nesta coluna, vamos abordar alguns pontos cruciais para que Dorival consiga fazer aquilo que, hoje, parece impossível: a torcida do Flamengo gritar “é campeão” ainda neste ano.

Fazer o Trauco aprender a jogar na linha de 4 defensiva.

Tecnicamente, o lateral peruano é um dos melhores jogadores do nosso elenco. Tem bom passe, sabe arrematar de média distância e é o ÚNICO lateral que temos que sabe cruzar. Porém, é impressionante como um jogador profissional tem tanta dificuldade para acertar o seu posicionamento defensivo. Não espero que ele se torne um exímio marcador (acho impossível que isso aconteça), mas, se o Trauco aprender a fechar os espaços no seu setor e entender quais são as horas certas de subir para o ataque, já será um grande ganho para o funcionamento do time.

Tirar o Réver do time.

Hoje, sem dúvidas, Réver mais atrapalha do que ajuda. O status de “intocável” não se justifica dentro de campo. Ele é lento demais, fazendo com que o time altere o seu posicionamento para compensar a falta de velocidade do defensor. Thuler e Rodolfo são zagueiros muito superiores ao atual capitão rubro-negro.

Dar um “choque de realidade” no Paquetá.

Paquetá é, indiscutivelmente, não só o jogador mais talentoso do elenco do Flamengo, como, também, do futebol brasileiro. No entanto, a jovem promessa rubro-negra anda bem desligada nos últimos jogos. Depois da Copa do Mundo, seu futebol caiu muito e ele já não justifica mais a alcunha de “melhor jogador do futebol brasileiro”. É claro que o meia ainda é muito novo e oscilações são normais, mas, caso Dorival queira ganhar o título, é imprescindível fazer com que o Paquetá volte a jogar o que sabe. É IMPOSSÍVEL o Flamengo  se sagrar campeão brasileiro sem recuperarmos o Paquetá. O ritmo e qualidade do nosso jogo depende demais dele.

Diego, senta lá no banco um pouco.

Não sou daqueles que acha que o Diego não deve mais vestir a camisa do Flamengo, tampouco concordo que ele seja insubstituível. Nem tão terra e nem tão mar. Diego pode, sim, ser útil, tanto pela sua experiência quanto pelas suas características de jogo. Porém, ao meu ver, hoje, ele é banco do time. Para o Diego jogar, Paquetá tem que recuar, desgastando muito fisicamente o nosso “camisa 11” e o deixando numa posição onde é menos decisivo. Como disse anteriormente, Paquetá é nosso principal jogador e não há razão para sacrificá-lo somente para manter o Diego em campo.

Definir quem é o centroavante.

Esta escolha é bem difícil. Os nossos três atuais atacantes centrais não inspiram confiança. Particularmente, eu optaria pelo Uribe. Faço essa opção muito mais por exclusão do que por convicção. Lincoln, apesar de muito promissor, não demonstra ainda estar fisicamente e tecnicamente preparado para ser titular do time profissional. Isso é NORMAL! Lincoln tem só 17 anos e o ritmo de evolução de um jovem que atua no comando do ataque é diferente daqueles que jogam nas pontas. O centroavante precisa de mais tempo de maturação. O outro concorrente seria o Dourado que, penso eu, é um dos maiores erros de avaliação da “gestão Rodrigo Caetano” – e olha que foram muitos! Não tem nível para atuar num time de primeiro escalão do futebol nacional.

Concordam comigo? Vocês teriam mais alguma sugestão para o Dorival? Comente!

SRN,

Pedro Sampaio

Siga Pedro Sampaio, colunista do site e comentarista do canal TV Coluna do Flamengo, no twitter:

@pedro10sampaio

5 Comentários
  • Por quê Diego banco se Paquetá tá jogando nada colocar ele no banco ue Paquetá tá se achando muito mais do quê é de verdade

  • Enquanto a torcida do Flamengo se deixar inocular pela imprensa (que planta crise toda semana, porque isso dá audiência e dinheiro), o Flamengo não vai sair dessa. Pode acostumar, torcedor, a viver URRANDO NAS REDES SOCIAIS e dando dinheiro a sites, jornais e televisões. Os jornalistas já descobriram o mapa da mina: plantam desse o início do ano a insatisfação, fazem ironias, põe dúvidas sobre jogadores, treinador, diretoria, aí o torcedor cai na cilada, e a mesmo jornalista que começou a onda toda diz: “eu, aqui, só estou dizendo o que a torcida sente”. Bonito. Todo time esse ano passou por desclassificação, mas o único aobre o qual se faz essa loucura é o Flamengo. E ainda tem torcedor que diz que é porque o Flamengo é diferente. Kkkkk. Se a cada empate FORA de casa for esse desespero, pode tirar o cavalinho da chuva. Não virá título tão cedo. Vejam aí o que tem acontecido com Vasco, Botafogo, Fluminense (perdem o tempo todo, mas a imprensa é o tempo todo também dizendo que oa times estão em recuperação, que a torcida twm que ter calma, que breve os times se acertam. O Grêmio virou saco de pancada no gauchão e a torcida estava lá. Confiou. O São Paulo e o Palmeiras e o próprio Grêmio foram eliminados e no jogo seguinte ninguém falava mais de trauma, tragédia, não sei que. Tenha dó. Se essa loucura continuar esse time não vai ganhar nada. O psicológico do jogador fica abalado demais. Quando perde só olham placar, quando empata é uma tragédia, quando ganha esquecm o placar e ficam dizendo todo tipo de coisa prq desmerecer o time. COM UMA TORCIDA DESSA QUEM PRECISA DE ADVERSÁRIOS? SOMENTE OS JORNALISTAS ESTÃO GANHANDO COM ISSO.

  • Concordo em quase todos os pontos! Prefiro perder tempo tentando ensinar Trauco a fechar espaços do q ensinar Renê a atacar. Réver não dá, não dá msm… Ele se ajustou no ano q chegou pq jogava ao lado de Pará pela direita q apoiava pouco, mas ele não tem condições de acompanhar o ritmo, Léo Duarte tem correr pelos dois, não dá! Paquetá precisa levar uns gritos: “Deixa de corpo Mole e volta a jogar, moleque!”. Diego ou Vitinho no banco, pq jogar com os 2 para fazer Paquetá de volante não vale a pena, é perder um cara mto eficiente mais a frente para manter duas peças beeem menos eficientes q uma. No comando eu deixava o Lincoln msm, é visível q tem mais bola q Uribe – do q Dourado eu nem discuto pq ele parece um carro atolado correndo – pois tem mais técnica e mais velocidade. Se derem sequência a ele como fizeram, por obrigação pq não tinha mais ngm pra jogar pela ponta esquerda, com o Vinícius Júnior, ele vai melhorar gradativamente.

  • Ao meu ver, o Dorival deveria escalar o time da seguinte forma 4-4-2, com os seguintes atletas: Diego Alves, Pará, Rodolfo, L. Duarte e Trauco; Cuellar, Pires da Mota, Paquetá e Everton Ribeiro; Vitinho e Uribe; Observação: não isolar o Vitinho e Everton Ribeiro na linha lateral, como tem sido constante

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