Flamengo quer permanência de Diego, e renovação será discutida no fim do ano; diretor-geral afirma: “É um líder, a gente quer que ele fique”

FOTO: STAFF IMAGES/FLAMENGO

Por: Higor Neves e Venê Casagrande

Histórico e títulos no futebol europeu, chegada com status de ídolo e liderança no elenco do Flamengo. Esses são alguns atributos do meia Diego Ribas. Entretanto, tais questões não garantem que o futuro do atleta seguirá sendo no clube da Gávea. Com vínculo até 31 de junho de 2019, o camisa 10 poderá assinar pré-contrato com outra equipe a partir de janeiro. A diretoria rubro-negra sabe do risco de perder o atleta. Contudo, o clima interno é de confiança na permanência do meia, como deixa claro o diretor-geral do clube, Bruno Spindel.

O dirigente recebeu a reportagem do Coluna do Flamengo e, após esclarecer detalhes em relação à venda de Lucas Paquetá, ele abriu o jogo também sobre a situação de Diego. Durante o bate-papo, Spindel fez questão de ressaltar o comprometimento do experiente jogador. Em relação ao panorama atual, ele foi claro ao dizer: “Ainda não teve conversa para renovar”. Porém, o clube deve iniciar as tratativas para extensão do contrato após o encerramento do Campeonato Brasileiro.

— Ele é um cara muito comprometido. É um exemplo para todos dentro do elenco e no clube. Ele é um líder. Todo mundo gosta muito dele. Vamos ver o que vai acontecer no fim do ano. Óbvio que a gente gosta muito dele e quer que ele fique. Vamos ver o que vai acontecer depois do Brasileirão e também no que vai acontecer depois do planejamento. É chato quando acontece esse tipo de coisa, de o contrato do jogador acabar no meio do ano, tanto para o atleta quanto para o clube. É complicado. Mas o Flamengo gosta muito do Diego. Ele é importante em vários aspectos: líder, um cara único e de qualidade técnica incontestável. Mas é sempre muito complicado quando o contrato termina no meio do ano.

Spindel recebeu a reportagem do Coluna do Flamengo em sua sala, na Gávea.

MOMENTO ADVERSO PARA O CAMISA 10

Desde que chegou ao Flamengo, Diego sempre foi uma das referências dentro e fora de campo. Contudo, a situação entre as quatro linhas pode mudar na reta final de 2018. O meia se afastou da equipe por três jogos, por conta de lesão sofrida após a semifinal da Copa do Brasil, contra o Corinthians. Nesse período, Dorival Júnior assumiu o comando do plantel e promoveu Willian Arão ao time titular. Desde então, o Fla conquistou sete dos nove pontos disputados e voltou à briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Com isso, o retorno de Diego aos 11 iniciais passou a ser dúvida. O meia, inclusive, treinou apenas na equipe reserva desde que foi liberado pelo departamento médico. A decisão sobre o retorno do camisa 10 ao time principal será conhecida no próximo domingo (21), quando o Rubro-Negro encara o Paraná, às 19h, no estádio Durival Britto, pela 30ª rodada do Brasileirão.


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HISTÓRICO DE DIEGO NO FLAMENGO

Após sonhar com a contratação de Diego Ribas em diversas temporadas, o Flamengo, enfim, fechou o contrato com o meia. A chegada do atleta ao Rio de Janeiro aconteceu no dia 19 de julho de 2016, com direito a “aerofla” e muita festa da torcida.

O início da trajetória: Diego foi recebido por multidão no aeroporto.

A identificação foi imediata, e Diego tratou de corresponder logo na estreia, quando marcou um dos gols da vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio. A sequência do ano do, até então, camisa 35, foi satisfatória. Afinal, ele balançou as redes por mais cinco vezes e foi um dos grandes destaques da equipe, ao lado de Paolo Guerrero. Entretanto, a “mancha” da temporada foi não vencer o Brasileirão, uma vez que o Fla disputou o título até a reta final, mas acabou na terceira posição, com 72 pontos.

Em 2017, estabelecido como um dos pilares da equipe, Diego tinha o objetivo de comandar o Flamengo em busca da Libertadores. Porém, a trajetória do meia na competição foi interrompida após lesão sofrida na terceira rodada, no triunfo por 2 a 1, no qual ele, inclusive, marcou um dos gols. Sem o meia, o Rubro-Negro foi eliminado na fase de grupos da competição. Com a queda, a Copa Sul-Americana se tornou uma esperança para o clube, além da Copa do Brasil e do Brasileirão. A caminhada do Fla foi promissora nas duas competições de mata-mata. A equipe chegou à final em ambas, mas foi derrotado pelo Cruzeiro na competição nacional, e pelo Independiente na continental. Na decisão contra a equipe mineira, Diego ficou marcado por ter seu pênalti defendido por Fábio, o que acabou sendo primordial para que a taça fosse para a Toca da Raposa.

O ano de 2018 chegou e, já com menos protagonismo, por conta do ascenção de Lucas Paquetá e crescente de Everton Ribeiro, Diego assumiu a camisa 10 do Fla. No primeiro semestre, viu a temporada se desenhando com o sonho de uma tríplice coroa. Porém, depois da Copa do Mundo, a queda da equipe foi drástica: eliminado da Libertadores nas oitavas de finais; na Copa do Brasil, a derrota foi ainda mais contestada, com o Fla caindo para o contestado Corinthians; e no Brasileirão, competição na qual o Rubro-Negro era líder isolado, o clube chegou a cair para a quinta colocação, tentando agora, nas últimas rodadas, uma arrancada para conquistar o título.

Diego tentou, mas não foi capaz de evitar as eliminações nas competições de mata-mata (Foto: André Durão/Globo Esporte)

NÚMEROS DE DIEGO PELO FLAMENGO:

Jogos: 109
Gols:
33
Títulos:
Campeonato Carioca 2017

*No atual elenco, Diego é o jogador com mais gols marcados, sendo seguido por Juan (32) e Willian Arão (18).

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  • depois da venda – muito mal explicada do paquetá- os atuais dirigentes deveriam esperar o resultado das eleições antes de completar uma nova cagada.

  • Deixa quieto. Que a próxima gestão negocie isso…agora tem que manter o foco no Brasileirão, que é a ultima tentativa de salvar o ano. *Diego é para mim um ótimo jogador, eu renovaria sim. Diego não chega a ser um líder em campo, aliás não vejo ninguém exercer tal papel no Flamengo. Referência técnica sim, mas o fato é que em 2018 em especial, ele vinha jogando de tudo, armador, volante, homem de lado, vindo atrás da bola o tempo todo…uma zona. Dentro de um esquema arrumado, equilibrado em que ele jogue na sua função de origem, que é meia e próximo ao atacante. Em 2016 ele veio muito bem, oscilou em 2017 e em 2018, mas na média tem sido satisfatório. Com 33 anos tem lenha ainda e técnica ele tem de sobra. O problema é a lentidão, que muitas vezes ele tem, por isso a chamada primeira bola não pode vir com ele, e jogando mais perto do atacante isso não vai acontecer. O que me incomoda e acho que será o maior problema é o salário…muito alto para um jogador que fará 34 anos. Diego não deve aceitar redução como fez o Guerrero (guardadas as devidas proporções). Fora isso creio que ele queira ficar também, ai é conversar, mas deixa para o fim do campeonato. SRN.

    • Um time mais organizado ele vai render mais (completando)

  • pra mim seria banco os dois diego ribas ta matando tds os contrataques e ñ é de hj faz um bom tempo e os q entravam ñ tava dando certo ao contrario de agora arão está bem deu mais movimentação do meio ao ataque e mais segurança do meio pra trás antes era so um volante se sacrificando agora são dois tanto se defende como se ataca e arão chega bem na frente confunde a marcação, e diego goleiro ñ acho esse goleiro td bolas aereas muito fraco bola na pequena area ñ sai uma e quando sai se complica leva muitos gols bobos cesar acho o mlk seguro tem mais reflescos. e como se fala em time q está ganhando ñ se mexe.

  • ñ t3m nem o q descutir ñ renova mais e ponto o cara ñ ta rendendo nada ganha o salario mostruoso pra nada manda ralar e xauuu

  • Tem que discutir coisa alguma, tem eleições no fim do ano, deixa que o próximo presidente decida isso. Já não basta vender o Paquetá menos de três meses antes do fim do mandato?

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