#Retrospectiva2018: “Dança das cadeiras” no ataque do Flamengo

Por: Carla Araújo

Centroavante. No dicionário, é o jogador que atua no ataque (camisa 9), atacante, comandante. O ano de 2018 no Flamengo mostrou que talvez essa definição possa ser ampliada. Durante a temporada, o Rubro-Negro usou nove jogadores na posição, sendo que alguns deles não são dessa função de ofício. De janeiro a dezembro, os centroavantes do clube da Gávea foram: Wendel, Vitor Gabriel, Lincoln, Felipe Vizeu, Paolo Guerrero, Henrique Dourado, Fernando Uribe, Lucas Paquetá e Vitinho.

Nas primeiras rodadas do Campeonato Carioca, Wendel e Vitor Gabriel, do Sub-20 do Fla, tiveram a missão de substituir os profissionais no ataque rubro-negro. Isso porque, o elenco principal só se apresentou no meio de janeiro, quando a Taça Guanabara já estava próxima. Os garotos foram os primeiros centroavantes em 2018, seguidos por Lincoln. O jovem, que acaba de completar 18 anos, foi utilizado em algumas oportunidades no ano, sendo essencial no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Grêmio.

Lincoln comemora gol importante em cima do Grêmio, em Porto Alegre (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Felipe Vizeu já estava vendido para a Udinese, da Itália, desde o início do ano. Porém, só se despediu do Flamengo em junho. No primeiro semestre, o centroavante atuou em algumas partidas do Campeonato Brasileiro. Outro que também deixou o clube no meio do ano foi Paolo Guerrero. Diferentemente de Vizeu, o atacante peruano não participou de tantos jogos em 2018. A questão do doping e a participação na Copa do Mundo pelo seu país, deixaram Guerrero cada vez mais distante do Fla.

Os dois centroavantes mais utilizados no ano foram também os contratados para a temporada 2018. No elenco atual, Henrique Dourado e Fernando Uribe dividem de forma mais clara a função de centroavante no Flamengo. Ceifador chegou ao clube no início do ano, enquanto o colombiano veio na janela de junho. Com Mauricio Barbieri no comando do Rubro-Negro, os dois disputaram a titularidade da posição. Com Dorival Júnior como treinador, Uribe foi o escolhido para, finalmente, encerrar a “dança das cadeiras” do ataque.

Lincoln, Uribe e Dourado em treino com Dorival (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Até agora, só foram citados centroavantes de ofício. No entanto, dois atletas, que não são da posição, também exerceram esse papel em 2018: Lucas Paquetá e Vitinho. O primeiro fez essa função nas partidas contra América-MG e Vitória, pelo Brasileiro. O meia não começou na frente, mas foi colocado durante o jogo, por questões de necessidade. Já Vitinho só foi utilizado dessa forma em um confronto: diante do Cruzeiro, no jogo de volta das oitavas de final da Libertadores. Diferentemente de Paquetá, ele começou como centroavante desde o início. Após este ano, será que podemos ampliar a definição no dicionário?

Paquetá e Vitinho comemoram gol contra o Paraná (Foto: Staff images/Flamengo)