Matheus Brum: “O time do retrocesso”

FOTO: ALEXANDRE VIDAL/FLAMENGO

Olá, companheiros (as) de Coluna do Flamengo. Vencemos, mas não convencemos. A estreia com vitória na Libertadores traz um alívio. A não ser que uma hecatombe aconteça, dessa vez, não seremos eliminados na fase de grupos.

Apesar do ponto positivo, me preocupa ver esse time em campo. “Ah, Matheus, larga de ser chato, o Flamengo ganhou lá na altitude”. Sim, esse comentário não está errado. Entretanto, a forma como a vitória veio faz o sinal de alerta ligar.

Desde que a temporada começou, não jogamos bem nenhuma partida. De início, a desculpa era o desentrosamento depois das férias e da chegadas dos reforços. Depois, a tragédia do Ninho que abalou os jogadores. E agora? Vai ser a altitude?

Ninguém é doido de falar que jogar a quase quatro mil metros de altura não faça diferença. Mas, onde está a atitude? Mais uma vez, a equipe deixou o adversário tomar o ritmo da partida. Pior, não oferecemos grandes resistências. Diego Alves fez uma partida exuberante, com excelentes defesas. Mas, e nosso setor defensivo? Se o jogo fosse contra uma equipe mais qualificada tecnicamente, as várias falhas de marcação não iriam trazer problema?

Desde 2016 temos o costume de ter a posse de bola. Até ano passado a crítica era o “arame liso”. O time tocava, tocava, tocava, mas não conseguia fazer a superioridade técnica se sobressair. Pois bem, agora mudou! Só que pra pior! Os rubro-negros não ficam mais com a bola, deixam à mercê do adversário. O San José teve 53,6% da posse, segundo o site de estatísticas Footstats. Nos quinze minutos após o gol de Gabigol, esse índice saltou pra 66%.

E os dados alarmantes não param por aí. De todo o tempo que passamos com a bola, menos de um terço (25,7), foi no setor ofensivo. Ou seja, passamos mais tempo defendendo do que atacando. O que mostra a mudança drástica no padrão de jogo do Flamengo da “Era Abel”.

Só que esse modelo traz ônus. Os setores estão espaçados, não há jogadas ensaiadas, triangulações e penetrações. As únicas jogadas de profundidade acontecem com Bruno Henrique. Gabigol fica isolado no comando de ataque, esperando por uma bola solitária.

Como não há construção de jogadas, o meio-campo fica perdido. Diego tenta ainda rodar a bola, mas não tem companhia. Arão fica fazendo figuração (sim, jogamos com um a menos) e Cuéllar não sobe tanto pra não deixar brechas entre as linhas defensivas.

Em suma, o futebol praticado é fraquíssimo. E isso é o mais preocupante. Porque jogando mal, a chance dos resultados virem é menor. Já estamos com quase dois meses de temporada, e não há sinal de evolução. Parece que o time não treina ao longo da semana. Em campo, parece um bando, que fica refém das individualidades pra conseguir levar perigo e, eventualmente, marcar.

Vencemos, mas é preciso convencer! Porque senão, a chance de mais uma temporada de fracassos aumenta drasticamente!

Por: Matheus Brum

24 Comentários
  • Treinar, o time treina, mas treina no padrão Abel, que é essa porcaria que estamos vendo. O que me assusta é ver que as falhas não são corrigidas. Diego Ribas, que não tem velocidade, continua com sua enceradeira ligada atrasando o jogo e raramente acertando um passe em profundidade. O Arão é o Arão e não sai daquele rame-rame que nem ataca nem defende com eficiência. Quando o Abel diz que ele o ponto de equilíbrio do time significa que 99% de nós estamos errados e só ele, Abel, está certo. Embora não pareça pelo seu estilo bonachão, Abel está sendo de uma arrogância imperdoável e toda arrogância é burra. Mostra a incapacidade de ouvir/ler críticas, levar em consideração e corrigir os erros. Os espaços entre as linhas e a falta de compactação são tão evidentes que o pobre do Cuellar tem que correr da esquerda pra direita e vice-versa pra tapar os buracos. Nem sempre ele vai conseguir chegar e a culpa não é dele. Com exceção do Bruno Henrique – mais um partidaço -, os que mais se destacaram foram os zagueiros, Rodrigo Caio um pouco melhor, mostrando que está em casa e voltando aos seus melhores momentos, e o Diego Alves, o salvador da pátria. Arrascaeta, um desastre(explicável, em parte pela insistência do técnico em colocá-lo numa posição que não é a sua e em que ele, sabidamente, não rende bem, Pará, uma avenida, Renê, um horror. Temos jogadores, mas não temos. Isso é um fato e não vejo a menor perspectiva de que o Abel, nessa altura, vá mudar. Sua entrevista pro Mauro Cezar é constrangedora. Mas mais constrangedor ainda é ver que NENHUM repórter é capaz de confrontá-lo com questionamentos pertinentes. Alguns idiotas como o Paparazo Rubro-Negro ainda por cima ficam babando ovo de um time que a mim dá arrepios, não de prazer, mas da possibilidade de mais um vexame.

    • E vc sabe o que pra criticar alguém? Só é mal educada e limitada ao dizer que tem que ser jogador pra criticar futebol – sendo que a maioria esmagadora dos jogadores que temos são de uma limitação intelectual absurda. Melhor ouvir o craque Neto ou Zinho.

    • falou tudo, caroline!
      perdemos para o fluminense jogando melhor.
      sofremos o empate com o vasco jogando melhor.
      fomos sim mais eficientes que a equipe de San Jose na maior altitude da América latina.
      ganhamos do botafogo jogando melhor.
      eu também não gostei da vinda do Abel, não gosto do que ele impõe e do seu jogo, tivemos apenas jogo fraco.
      jogamos bem contra o Ajax. campeonato carioca hoje para o flamengo tem que servir de pré temporada. claro, quero ganhar o carioca pois somos superiores à todos os outros, mas deixa o time ser treinado, temperado, um dia chegamos la. nossa lateral tem Rene e pará. Wilian Arão esta jogando de titular, nós não temos um De Bruyne, Salah no meio, mas o Diego segura jogo pra caramba. a atmosfera, o respeito de quem ESTA DENTRO DE CAMPO, eh totalmente diferente da nossa, que estamos na arquibancada ou até mesmo na tv. então vamos deixar o cara treinar e o time jogar, ainda eh muito cedo pra chamar de “time do retrocesso”
      NADA DO FLAMENGO, TUDO PELO FLAMENGO!

  • Não entendo vcs, o que querem o tic-tac do Barcelona vão torcer pro Barcelona porra povo chato, a grande maioria nunca jogou bola de verdade inclusive estes idiotas da imprensa, que acham que sabem tudo, o time está procurando um padrão de jogo e isso não se acha da noite pro dia pô, o cruzeiro tem um padrão de jogo mais quanto tempo o mano está lá?? O grêmio com Renato idem? Corinthians com Carrile? Vão pra pt que pariu deixem os caras trabalharem pô, o time venceu ontem, com belas atuações de R. Caio, Leo Duarte, Diego Alves, Gabigol, E. Ribeiro, B. Henrrique, poxa pessoal metade do time jogou bem, mesmo com várias dificuldades dentre elas a altitude, a tendência deste time e melhorar, e com o apoia de toda a nação isso fica cada dia mais próximo, não vamos na onda de comentaristas que nunca jogou nem bolinha de gude, quer ser flamenguista sem sofrer? Não seja, torça para o barça por favor, flamengo e flamengo.

    “Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo Ele vibra, ele é fibra Muita libra já pesou”
    Flamengo até morrer eu sou!

    • Filho, olha a diferença do nosso time para os demais times do Brasil. Cobramos por que sabemos que podem render muito mais que isso que estamos vendo em 2 meses de trabalho. Particularmente, eu torço muito pra alguém abrir os olhos e manda esse Abel embora.

      • “Nestes dois meses de trabalho” Pô se num entendeu nada puta que pariu dois meses e vc Já quer padrão, rendimento, e ainda acha que estamos. A nível de Manchester United, vai estudar futebol um pouco por favor seu negócio é a implicância com Abel e não o flamengo

  • Matheus Brum, acho que vc fez uma boa análise do esquema atual do Mengão, incluindo as dificuldades específicas, no jogo de ontem. Entretanto, indicou o fator altitude, mas criticou a atitude de nossa equipe. Acho que a atitude está associada à capacidade de chegar junto, partir para o ataque e domínio do meio de campo, e estes, dependem de condição física. Jogar desta forma, numa altitude de 3 735 m, é um desafio físico extremado.
    O Flamengo de 2018 tocava, tocava, tocava e chegou ao vice campeonato, deixando escapar o título, certamente pela insistência com Barbieri, que não é ruim, mas é inexperiente. Somente por isso. Se Dorival tivesse chegado depois da copa, o Mengão teria sido campeão, mesmo com a entrada de Arão (ou ainda, pois parece que quem sabe fazer Arão produzir mais, é o Dorival).
    Agora, penso que os problemas sejam a falta de entrosamento dos jogadores e a queda de rendimento de Cuéllar e Arão, que deixam o meio de campo sempre no domínio dos adversários. Até contra a Portuguesa, vimos que o meio de campo rendeu pouco e foi dominado em certos momentos da partida.
    Outro aspecto, é a insistência de Abel em posicionar Arrascaeta na direita e deixá-lo recuar, a ponto de já ter entregado 2 bolas que resultaram em gol adversário.
    Penso que esteja faltando colocar Diego como segundo volante, até o capitão se acostumar e se fixar na função. Assim, poderemos ter o retorno de Éverton, sem a saída de Arrascaeta, formando um meio de campo avançado, coberto por Cuéllar. Na frente, Gabigol e BH ou Vitinho (o meu preferido).
    SRN!

  • Não da para entender vocês: se temos a bola, como no ano passado, sem nenhuma agressividado, time arame liso. Se jogamos de forma vertical, não temos a bola. Se o técnico é jovem e inexperiente, se é mais antigo, e retranqueiro. Se o time perde é uma porcaria se ganha o adversário não presta. Se leva gol não pode levar gol, se não leva gol mas levou chutes no gol também não pode. Caramba!!!

  • Nunca achei o Abel bom treinador, acho que deveriam continuar com Dorival e caso isso não fosse possível buscassem um treinador jovem e mais promissor.

  • E pensar que muitos aqui comemoraram a vinda de Abel…rsrs. O Flamengo jogou numa altitude criminosa, e jogos nessa cota nem deveriam mais existir. Se fosse disputar de igual para igual a posse de bola e propor o jogo, no final ia faltar gás. O único a não sentir os efeitos da altitude, dos jogadores de linha, foi Bruno Henrique. Arrascaeta babou no primeiro tempo, e quase matou Pará porque ia e não tinha gás pra voltar. Diego babou no segundo tempo. Gabigol toda hora arriava, procurando ar. Jogo atípico, onde os caras abusaram de chutes de longe e encontraram Diego Alves no dia dele, o que tb não é comum. Em dois lances bem parecidos, um contra o San José e o outro contra o Flu, num ele pegou e no outro aceitou. Abel só poderia tentar um meio campo sem o Arão, e reciclar o seu surrado 4-3-3 que o obriga a jogar com 2 volantes. Fora isso, foi um jogo atípico e uma vitória maiúscula. Mas, mesmo que o Flamengo vença a Libertadores, vai vencer “jogando mal”. Fazer o que?rs

  • Matheus… Sinceramente desconheço se você é, já foi ou pretende ser atleta, profissional ou amador, mas de cara posso dizer que não entendes nada de desempenho físico em altitude. Faz o seguinte, vai para uma altitude de uns 1.000m, “só isso”, e tenta correr uns 400m. O dia que vc fizer isso, avisa que a gente conversa. E olha que eu disse “só 1.000m”.

  • sim, jogamos com um a menos, o de arrascaeta. pq não vi o arao jogar ,al não.alias, entre ele e o de arrascaeta ele parecia ser o mais valioso do elenco. mas a torcida e estranha, ela não ve o jogo como deveria, mas já com o intuito de pegar no pe de um determinado jogador, e esse pr mim foi o jogo da inteligência, pq se fica o tempo todo no ataque rodando bola a tendência er tomar um contra ataque. então deixa eles com bola, claro, tivemos a sorte do diego alvez estar bem, mas ganhamos jogando mal o que nunca conseguimos em nenhuma libertadores. estrear com vitória fora de casa. mas o texto foi bom, so não foi sensato…

  • É muito mimimi aqui, putz! Qual time tem jogado bem aqui no Brasil? Ninguém. Quando que o Flamengo conquistou algum campeonato, tendo um time bem postado táticamente? A história mostra que o time sempre se superou pela vontade, força da camisa. O time atual não tá jogando o fino da bola, mas tem possibilidades enormes de melhorar, é vai! É só nossos jogadores de frente não perderem tantos gols, para calar a boca de vocês chatos. Vou lá para página do chorafogo, a choraminguação por lá desse menos, rs…

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