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Matheus Brum: “A evolução de JJ”

Olá, companheiros e companheiras de Coluna do Fla! Que vitória ontem, hein? Três pontos importantíssimos para ficarmos no bloco de cima do Brasileirão, cinco pontos do Santos, que é o líder. Mas, mais importante que a vitória, é a evolução que a equipe demonstrou em campo.

Desde que assumiu, foi a primeira vez que Jorge Jesus teve a semana inteira para treinar o time, depois de uma batida de oito jogos em 25 dias, incluindo decisões na Copa do Brasil e Libertadores. Foi um tempo extremamente necessário para que corrigisse alguns erros que ficaram latentes nas últimas partidas.

E, dentro de campo, vimos estas mudanças. A mais visível foi a mudança na forma de marcar. JJ não mais colocou o Flamengo para marcar sob pressão, tentando roubar a bola no campo de ataque. Em alguns momentos, a marcação subia, mas, na maior parte do tempo, as linhas defensivas ficavam no campo de defesa. Infelizmente, não sabemos os motivos desta modificação, pois o mister não foi confrontado na coletiva pós-jogo. Tenho algumas teorias: pode ter sido pelo estilo de jogo do Grêmio, com jogadores rápidos pelas pontas; para não cansar tantos os atletas, ou ainda o teste de uma variação. Qualquer que seja o motivo, funcionou.

Em poucos momentos, tomamos bola nas costas dos laterais. Diga-se de passagem que Rafinha e Filipe Luís são fora de série. Contudo, eles vêm do futebol europeu, ou seja, estão fora de forma. Então, naturalmente, é preciso ter cuidado para que não se tenham “avenidas” pelos flancos rubro-negros. Sabendo deste flagelo, Renato tentou fazer o Grêmio jogar nas costas dos nossos laterais. No primeiro tempo, Rafinha ficou pra trás, e Marí não fez a cobertura. No segundo tempo, Thuler já conseguiu fazer bem a cobertura e neutralizou a jogada ofensiva tricolor.

Já no campo ofensivo, algumas mudanças. Praticamente atuamos no 4-3-3, com Gérson e Arão se movimentando bastante pelo meio, estando em “todos” os locais do campo. Na frente, Arrascaeta, Bruno Henrique e Berrío – depois Everton Ribeiro – se movimentavam bastante, dificultando a marcação e encontrando espaços.

Fora a movimentação do trio de ataque, Arão voltou a fazer algo que há tempos não fazia: se movimentar nos espaços abertos pela defesa adversária. Em dois momentos, ele infiltrou. Na primeira, levou perigo. Na segunda, abriu o placar. Importante demais ver esta variação. Pode ser importante para o restante da temporada.

Não fizemos uma partida perfeita, mas conseguimos ser eficientes diante de uma equipe chata de jogar contra, com jogadores de qualidade. Isso mostra que se tivermos como treinar, vamos evoluir no jogo coletivo. Estamos vivos na briga pelo Brasileirão, sendo o único mandante com 100% de aproveitamento. A força da torcida tem feito a diferença!

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum


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11 Comentários

  • Poderiam colocar pelo menos um narrador melhor no PFC ….Respito MUITO os profissionais mais o de ontem estava fora de sintonia …

  • Matheus Brum. Gostei de sua análise, entretanto devo ressaltar que, não será em todo jogo que o Flamengo fará marcação alta, ontem mesmo a equipe se portou daquela maneira devido ao estilo de jogo do Grêmio. J.J tem os auxiliares que analisam a forma de jogar do adversário, sendo assim a tendência é que o Flamengo mude sua forma de marcar dependendo do adversário, ou seja a maneira como o oponente joga. De qualquer modo, a maneira como o time jogou ontem funcionou muito bem e garantiu os preciosos 3 pontos na disputa do título. Saudações rubro negras!

  • O melhor foi constatar que o JJ pode mudar a maneira de jogar de acordo com as circunstâncias. Estava preocupado que fosse mais um turrão. A verdade é que contra o Grêmio o time jogou fácil, boas triangulações e finalizações perigosas. Houve evolução depois dos treinos da semana.
    PS – O Renato Gaúcho insistiu na coletiva que o Grêmio jogou com um time de garotos e se referiu a eles pelo menos umas 3 vezes.
    Os garotos: Julio Cesar, Léo Moura, David Braz, Luan, Everton, Rafael Galhardo… Não é muito mais fácil dizer que o adversário foi melhor, é tecnicamente mais qualificado, tem mais elenco etc e tal do que ficar com essa conversa mole cheia de desculpas?

  • Estou desconfiando que o JJ está aplicando a tática do esquema do Carrossel Holandês ( Holanda 1974). Era nítido o avanço em blocos e as inversões ( Rodízio) dos pontas de lança para embaralhar a zaga ( funcionaram perfeitamente…dava pra ver a zaga gremista atrapalhando-se ) , e tbm o apoio dos dois laterais pressionando os cantos do campo e fazer diminuir o espaços evitando a produção de contra-ataques…só não ficou configurado corretamente a cobertura dos zagueiros aos laterais e a proteção de Cuellar…o Arão ficou perfeito combatendo jogadas no meio e fazendo interceptações e ainda lhe rendeu um gol numa infiltração….

    Com certeza ele configurando o esquema na defesa , a equipe estará usando a tática da Holanda começando o jogo no esquema (4-2-1-3) tendo a posse de bola. No ataque em bloco vira (4-3-3) e na supressão e recuo passa usar (3-4-3) …ontem percebi o Cuellar as vezes dando a impressão de líbero… Arão mais avançado os dois laterais avançando….com certeza JJ está experimentando o esquema Carrossel Holandês…ficará perfeito com o Locotelli na frente junto com Gabigol.

  • Matheus Brum: Latente = oculto. Patente = evidente.
    Creio que você quis dizer de erros que ficaram patentes/evidentes e não latentes/ocultos.

  • Muito com comentário Matheus Brum, apenas um adendo, você falou que Arão voltou a fazer infiltração na área, concordo com um adendo, ARÃO SEMPRE FEZ INFILTRAÇÃO NA ÁREA, o segundo ponto, ESTA É A SEGUNDA VEZ QUE JOGAMOS COM CUELLAR, ARÃO, GERSON PELA DIREITA e ARRASCAETA PELA ESQUERDA e o time jogou muito bem. Quanto as bolas nas costas dos laterais, isso está virando uma constante e tem de ser consertado, foi assim contra o Bahia e agora contra o grêmio.

  • Jogamos contra um time de reservas que nos envolveu várias vezes , há sérias falhas de marcação dos volantes que vão de primeira contra jogadores rápidos .

  • Eu vejo um Flamengo confuso dentro de campo, bastante disperso na troca de passes. Quem tem um elenco desse, não era para passar sufoco, mesmo considerando que os clubes que jogam o Flamengo sempre se retrancas e ainda não aprendeu a se defender dos contra ataques. Rafinha comete muitas faltas e diga-se de passagem, desleais. Ele não precisa usar desse expediente, é ótimo jogador. O Mari é muito lento e disperso.

  • O que ele ainda não viu é que essa movimentação do arao só é possível pq tem o cuellar lá, fazendo a formiguinha invisível.

  • Jogo muito seguro do Flamengo. Vencemos e convencemos sem maiores sustos. Houve o erro na marcação do impedimento que o Pepê entrou de cara, mas finalizou pra fora e a bola nas costas do Rafinha que o Pepê tentou cruzar e o próprio Rafinha teve ótima recuperação. Foram os reservas do Grêmio sim, mas ficou nítida a melhora da equipe, após uma semana cheia de treinos, bem como a utilização da maioria dos titulares em condições de jogo. É claro que faltam acertos no sistema defensivo, mas o Pablo Mari tem se mostrado um zagueiro muito seguro. Arão tem jogado bem desde a saída do antigo treinador. Gerson é o meio-campista que faltava a esse time. Jogador que tem muita consistência defensiva e ótima chegada ao ataque com dribles, passes e chute a gol, como pede o futebol moderno. Arrascaeta dispensa comentários. Temos que ter paciência. O trabalho vai render ótimos frutos.

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