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Rodrigo Coli: [CONTÉM SPOILERS] as geniais atuações dos Coringas

Foi numa singela tarde julina de domingo, recolhido no interior dos vales capixabas, que pela primeira vez assisti àquele que hoje é conhecido por “Coringa”. Nunca fui lá muito fã das histórias heroicas e vilãs aclamadas pela crítica e confesso que não saberia nem descrevê-lo se me perguntassem, mas nesse dia resolvi dar uma chance, até porque, na época, ele era chamado somente de “Gerson” – não carregava consigo essa alcunha de carta de baralho.
E foi bom. Atuação segura, naquele vigésimo primeiro dia, com classe, boas expressões corporais e bastante entrosamento com o restante do elenco. Nos ajudou na busca pelo empate contra um adversário de respeito, e ganhou minha admiração pela surpresa de ter feito mais do que dele se esperava, ao menos em um primeiro momento. Aos poucos, foi ganhando moral e atuou em diversos papeis, por quanto recebeu o famoso apelido. Na verdade ele se auto-apelidou, em uma entrevista de corredor. Dali em diante ele seria simplesmente O Coringa.
E realmente, ele preencheu completamente a temida ausência de Cuéllar mesmo cumprindo outro papel. Sabe jogar na ponta, mais centralizado e até recuado. Virou tão importante que se faz notar até mesmo quando não está em campo, como foi no deserto de oportunidades criadas no primeiro tempo da partida contra o São Paulo. Como se tudo isso não bastasse, ainda conquistou a Nação com sua disposição e objetividade. Cumpre, acima de tudo, um papel extremamente tático no esquema de Jorge Jesus.
Na verdade eu não vi o Coringa, eu vejo, e na sala de cinema do Maracanã. Sem assento marcado, nada de lanterna e com bastante barulho. Não somente assistimos ao Coringa como também aplaudimos e incentivamos. Se existe outro eu nem sei, mas certamente não tem tanta importância. Afinal, meu coringa não quer estatuetas, quer taças.
SRN!
Twitter: @_rodrigocoli

7 Comentários

  • Com Gerson e Arão na meiuca que equipe precisa de Cuellar. Se o colombiano ainda estivesse no elenco seria banco, para jogar quando Arão e Gerson não pudessem jogar.

  • Finalmente a torcida se rendeu ao Arão, e o Arão entendeu, também, o que o JJ quer e o que a torcida deseja…
    Outro ponto importante é o bom entrosamento do Arão com o Gerson. Um completa bem o outro. Estão fazendo bem o primeiro combate na perda da bola, o Arão entra na área e o Gerson tem um ótimo chute de fora da área.
    Nenhuma saudade do Cuéllar… vida que segue.
    SRN

  • Realmente o Flamengo mudou de patamar com a chegada dos reforços do meio do ano! Éramos um time bom, que iria brigar com Palmeiras e Grêmio, hoje somos o time a ser batido no Brasil! Gerson deu nova definição à palavra Volante, melhorou nosso passe, melhorou nossa bola aérea e sem sombra de dúvidas é hoje o melhor jogador do elenco! Não estou desmerecendo o Arrascaeta, Everton Ribeiro ou Bruno Henrique, Só digo que Gerson está um passo afrente desses, resguardadas as proporções da função que cada um exerce no campo!

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