Inspiração no neto, legado rubro-negro e apoio do Flamengo: criador do Flamiguinhos revela detalhes da série infantil

Por: Isabelle Costa

Antes, uma simples ideia para fazer o pequeno neto criar amor pelo Flamengo. Agora, um sucesso entre pais e filhos rubro-negros de todo o país. O canal Flamiguinhos, criado pelo professor e compositor Wladimir Côrrea junto com a produtora Grajaú Filmes, atingiu a marca de um milhão de visualizações no Youtube nesta semana, com apenas 16 dias após ter sido lançado.

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Sucesso entre os pequenos flamenguistas, o canal Flamiguinhos alcançou a marca de 80 mil inscritos no Youtube nesta semana, além de bater mais de um milhão de visualizações. Em entrevista exclusiva à reportagem do Coluna do Fla, Wladimir Côrrea, idealizador do canal Flamiguinhos, revelou que o clube Rubro-Negro apoiou o projeto desde o início. Além disso, o compositor também destacou que não esperava tamanha repercussão em tão pouco tempo.

“Acho que já não tenho mais lágrimas para derramar, é uma emoção a cada nova mensagem. São apoios incondicionais e totalmente voluntários, como casos do Zico, do Everton Ribeiro junto com a esposa. Cantores como Dudu Nobre, Bochecha, e outros artistas também.”

Com vídeos animados de canções infantis sobre o clube Rubro-Negro, Wladimir Côrrea destacou que a principal intenção do canal é fazer com que a paixão pelo Flamengo seja passada de pai para filho. “O objetivo principal é fazer a torcida crescer. Fazer com que esse sentimento que é passado de pai para filho se perpetue e a gente consiga, inclusive, alcançar filhos de pais não rubro-negros.”


Confira a entrevista completa:

Quando surgiu a ideia do Flamiguinhos? O que te motivou a criar o projeto?

Eu sou compositor há muitos anos. Em determinado dia, eu estava na casa do meu neto, que tem um pouco mais de um ano, e ele estava assistindo a algumas vídeos infantis. Ele sempre fica vendo, bastante atento. Então, eu pensei: por que não colocar algo do Flamengo para ele assistir? Por que não fazer o mesmo que meu pai fez comigo?

Quando eu era garoto, o meu pai me colocava para dormir colocando música do Flamengo, ao invés de músicas de ninar. Ele cantava essas músicas numa ideia de transferir esse amor, de pai para filho, uma herança, que é o que diz uma de nossas músicas do Flamiguinhos.

Qual foi a principal barreira para tirar a ideia do papel?

Os entraves financeiros têm que ser considerados sempre. Tem a gravação dos vídeos, criação dos desenhos, isso não é barato. Tem a gravação dos áudios, além da parte jurídica, que envolve os direitos autorais, mas eu acho que a maior dificuldade foi o desconhecimento do mercado. Por ser um produto novo, uma relação nova com os clubes, há uma dificuldade muito grande de garantir que não surjam fakes ou que, se surgirem, a gente consiga tirar do ar. No Youtube, há uma ferramenta que nos permite retirar os fakes rapidamente, mas em redes sociais é complicado. Há muita coisa envolvida, tudo muito diferente. Na verdade, são processos que vão mudando a cada dia, a cada mês. Isso demorou a ser desenvolvido.

Como o clube reagiu à proposta? Confiaram no sucesso desde o início?

O Flamengo apoiou desde o primeiro momento. É claro que esse apoio foi crescendo aos poucos. O primeiro funcionário do Flamengo que ouviu a música se emocionou, como todo bom flamenguista. Não tinha o desenho ainda, mas a música já estava pronta. Aos poucos, outros seguimentos do Flamengo se motivaram em relação ao projeto. O Flamengo deu todo apoio e continua apoiando no desenvolvimento. Eu só não tenho certeza de que o Flamengo tinha noção do sucesso que faria. O canal começou e, quando lançou a primeira música, o canal já tinha 11 mil inscritos. Na realidade, talvez nem a gente esperasse isso tudo.

Como é ver a repercussão positiva? Diversas celebridades chegaram a compartilhar os vídeos em redes sociais, como o atleta Everton Ribeiro.

Acho que já não tenho mais lágrimas para derramar, é uma emoção a cada nova mensagem. São apoios incondicionais e totalmente voluntários, como casos do Zico, do Everton Ribeiro junto com a esposa. Cantores como Dudu Nobre, Bochecha, e outros artistas também. Eles entendem que é um projeto que não visa licenciamentos. Não quer dizer que o Flamengo não vá utilizar a imagem dos personagens, mas o objetivo principal é fazer a torcida crescer. Fazer com que esse sentimento que é passado de pai para filho se perpetue e a gente consiga, inclusive, alcançar filhos de pais não rubro-negros.

Entre internautas, existe a brincadeira de que a música “vai ter Mengo” cairia bem nas arquibancadas. Você concorda? Já imaginou o Maraca cantando essa música?

Sem dúvida, a música “Vai ter Mengo” é a que mais tem a cara da arquibancada. Eu gosto muito da “Regional”, acho que ela também caberia na arquibancada. Ela é muito importante porque valoriza os flamenguistas de fora do Rio de Janeiro. O Flamengo não é apenas Rio de Janeiro, é muito mais. Mas a “Vai ter Mengo” tem mais a cara da arquibancada.

A gente já tem alguns projetos para quando o Maracanã reabrir, para ajudar a torcida a aprender a cantar. O canal tem cerca de 70 mil seguidores atualmente, que é equivalente ao público do Maracanã. Grande parte do público que vai ao Maracanã ainda não ouviu a música. Vamos tentar fazer com que o torcedor tenha acesso dentro do próprio Maracanã, para aprender a cantar.

Há vários pais que têm demonstrado carinho e apreço pelo trabalho desenvolvido. Quer mandar uma mensagem de agradecimento a eles?

Eu tenho três filhas e um neto rubro-negro. Eu sei o quanto as músicas estão sendo importantes, principalmente para o meu neto. É importante ver que meu neto vai aprender a amar o Flamengo desde cedo. Quero aproveitar para agradecer aos pais que também estão vivendo essa emoção, dando esse apoio de forma voluntária, entendendo que é um projeto muito grande, que visa um Flamengo cada vez maior.

Eu queria finalizar dizendo que estamos muito felizes por saber que o Flamiguinhos está sendo uma ferramenta para levar mensagens positivas e educativas às crianças. Temos feito campanha até mesmo sobre o coronavírus, e isso tem ajudado as famílias. Recentemente, recebi uma música que uma criança fez em Belém, junto com a mãe, entre centenas de outros vídeos que temos recebido, de crianças que têm aprendido a amar o Mais Querido.

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