Tulio Rodrigues: “Elegia a Rodrigo Rodrigues – Rubro-Negro, ser humano, músico, jornalista, escritor e plural”

FOTO: SIMON LEDO/ ARQUIVO PESSOAL

Um dia, assistindo ao programa “Bate-Bola” da ESPN, me surge um apresentador jovem, vestido bem ao ‘estilo rock’, com pegada de skatista, linguagem moderna, engraçada, alto astral… Deve ter sido lá pelo ano de 2011. Genial! Um jornalista bem diferente do que estava habituado a ver na TV. Esse era o Rodrigo Rodrigues.

Ao adentrar no seu mundo, um cara rico em cultura, gosto musical refinado, escritor, músico… Uma enciclopédia intelectual! E Rodrigo transcendia mais do que o esporte na veia! Era um ser humano que quando você via pela TV, tinha vontade de ser amigo, bater papo, resenhar, falar de tudo. Trocar!

Rubro-Negro, fã incondicional do Zico. Tão fã que colecionava fotos com o Galo e ainda copiava o seu autógrafo! E ser Rubro-Negro nunca foi uma problema na sua profissão! E não que fizesse questão de ser imparcial ou de esconder sua paixão, mas porque era um profissional ímpar! E assim como eu, muitos se espelham no seu legado como apresentador e jornalista. Quando do título da Libertadores em 2019 do Flamengo, deixou o Manto na parede do estúdio do programa que apresentou. Só nós sabemos da sua felicidade naquele 23.11.2019.

Rodrigo era Rodrigues! E os Rodrigues, assim como Nelson, vieram para para ser mais do que parecem ser! Nelson era escritor, jornalista, romancista, teatrólogo, contista, dramaturgo, cronista e Rodrigues. Rodrigo era jornalista, apresentador, músico, escritor e Rodrigues. Rodrigo não veio para ser singular! Veio para ser plural! Assim como Nelson! É Rodrigues!

Além da saudade, o querido “RR” nos deixa um legado sem tamanho na TV, no jornalismo, nas letras e na música! Deve estar agora com a crônica esportiva reunida em outro plano. Além de Nelson, Armando Nogueira, Osmar Santos, Rafael Henzel, Avallone, Victorino Chermont, Paulo Julio Clement e até o Boechat. Tem que ter um Rubro-Negro para aquelas resenhas sobre o Flamengo!

Ah, sem me esquecer de que deve estar também com o violão em punho a tocar com os monstros da nossa música que você tanto admirava! Dedilhe com suaves acordes a canção “As rosas não falam”. Cartola lhe espera! Aqui, bate outra vez a saudade de todos os amigos e fãs de um ser humano imensurável! E maior do que a saudade, é o seu legado! Legado plural! Legado Rodrigues!

Bate outra vez/ Com esperanças o meu coração/ Pois já vai terminando o verão/ Enfim“.

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