Casagrande manifesta apoio a Gerson e reforça: “Temos que lutar para tirar o preconceito da sociedade”

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FOTO: DIVULGAÇÃO / FLAMENGO

A vitória do Flamengo por 4 a 3 em cima do Bahia foi apagada após o ato de injúria racial denunciado por Gerson ao fim da partida. Isso porque, o volante rubro-negro relatou uma frase dita por Indio Ramirez no início do segundo tempo. De acordo como camisa 8, o colombiano disse: “cala boca, negro”. Após o racismo, o jogador do Fla recorreu à justiça comum e, inclusive, prestou depoimento nesta terça-feira (22).

Após a denúncia, Gerson recebeu muitas mensagens de apoio, entre elas, Walter Casagrande. O comentarista utilizou as redes sociais para prestar solidariedade ao volante do Flamengo e debater sobre o racismo na sociedade. De acordo com Casagrande é preciso ter coragem para fazer a denúncia. Vale ressaltar que o caso está sendo apurado tanto pela justiça comum quanto pelo STJD.


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– O racismo é inaceitável e nós temos que lutar com todas as nossas forças para tirar esse preconceito da nossa sociedade. Democracia não existe com racismo (…) Aconteceu mais uma fala de ataque racista dentro do futebol. Isso acontece há muito tempo e com frequência. O fato novo é a coragem da denúncia. ‘Índio’ Ramírez, jogador do Bahia, falou para o Gerson, do Flamengo: ‘Cala a boca, negro’. Tem gente que vai falar: ‘Mas ele não é negro?’. Ele é negro, mas ele se chama Gerson. Ninguém fala ‘Cala a boca, branco’ (…_ Há duas semanas, o garoto Luiz disse que o técnico adversário mandou marcar ‘aquele preto’. Mas ele não é preto? Mas chama Luiz e ninguém manda marcar o branco.

Após o depoimento desta terça (22), Gerson e o Rodrigo Dunshee, vice-presidente geral e jurídico do Flamengo, tiveram um vídeo publicado nas redes sociais do Flamengo. Segundo o volante, a luta não é somente por ele.

– Estou aqui na delegacia, vim falar sobre o ocorrido. Quero deixar bem claro que não vim aqui somente para falar por mim, vim falar pela minha filha que é negra, meus sobrinhos que são negros, meu pai e minha mãe, amigos também, e por todos os negros que têm no mundo. Sobre o fato que aconteceu, hoje, graças a Deus, eu tenho um status de jogador de futebol, onde eu tenho voz ativa para poder falar e dar força a muitas pessoas que sofrem racismo ou outro tipo de preconceito, para que possam falar também.

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