Quem é Marco Aurélio Assef? Conheça o perfil e um pouco das propostas do pré-candidato à presidência do Flamengo

FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Por Tulio Rodrigues

A eleição do Flamengo para o próximo triênio (2022-2024) será somente em dezembro, porém, os candidatos já saíram dos bastidores e vêm se colocando em entrevistas e comunicados. O pleito político ganhou mais força logo após grupos que apoiam a gestão de Rodolfo Landim confirmarem à sua candidatura a reeleição. Um dos nomes que se lançou como pré-candidato é o de Marco Aurélio Asseff.

QUEM É MARCO AURÉLIO ASSEFF:

Ele é advogado criminalista e desportivo, membro Consultor da Comissão Nacional de Direito Desportivo da OAB Federal, Conselheiro do Flamengo e membro do Conselho de Administração, poder que presidiu em 2015, ano de eleição. Foi eleito o sócio benemérito mais jovem do clube por seus serviços prestados. É filho do lendário Michel Asseff.


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Quando estive como presidente exercício do Conselho de Administração, em 2015. Pude conduzir por um período de um mês, aquela disputa do Bandeira de Mello, a buscar a reeleição contra Wallim Vasconcellos. Eu consegui dentro de toda divergência política e polarização, fazer com que o processo eleitoral fosse sadio, democrático e respeitoso —, disse em entrevista ao Canal Ser Flamengo.

MOTIVOS PARA SER CANDIDATO A PRESIDENTE DO FLAMENGO:

O advogado explica alguns pontos principais para sua candidatura. A primeira delas é a preocupação com os departamentos de comunicação e marketing. Como exemplo, o advogado utiliza o rompimento de contrato com a Globo, que, segundo ele, “É inegável que o rompimento do contrato com a Globo para a transmissão do Estadual foi muito maléfico para os sócios do Flamengo, para a torcida do Flamengo que sempre foi telespectadora”, “nós precisamos ter num primeiro momento, é responsabilidade orçamentária porque quando ano passado não vendemos os direitos de transmissão, deixamos de arrecadar uma verba que era certa“, complementou.

O ponto número dois apontado por ele, é o planejamento. Asseff critica a previsão de receita com bilheteria e com o retorno do público em abril deste ano. Algo impossível pelo momento vivido no Brasil com a pandemia do coronavírus. Cabe lembrar que quem faz o orçamento a ser aprovado pelo Conselho de Administração, é a vice-presidência de planejamento. Hoje a pasta é comandada por Arthur Rocha. Esse também foi o cargo exercido por Rodolfo Landim na primeira gestão de Eduardo Bandeira de Mello (2013-2015). Foi o atual presidente o responsável por planejar a direção orçamentária no processo de reestruturação do Flamengo.

CONTRUÇÃO DE ESTÁDIO:

O pré-candidato rechaça a construção de um estádio de grande porte e defende a ideia de que o Maracanã não sobrevive sem o Flamengo. Porém, defendeu uma reforma no estádio José Bastos Padilha, o estádio da Gávea, sede do Mais Querido.

TROCA DO NOME DO MARACANÃ:

Ainda sobre o tópico “estádio”, falou do polêmico projeto de lei aprovado em caráter de urgência para alteração do nome do Maraca de Jornalista Mário Filho para Estádio Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé. Ele teve um encontro com o deputado estadual (PT), André Ceciliano, autor do PL, para pedir um recuo da medida. Acrescentou que o Fla não pode administrar um estádio em que no seu nome tenha alguém que o processou. Lembrou da ação movida pela empresa Pelé Sports por conta de direitos de transmissão de competições.

APOIO DE GRUPOS POLÍTICOS:

Tendência dos últimos anos no processo eleitoral do Flamengo são as participações e o apoio dos grupos políticos a candidatos. Assim como na eleição passada, Landim conta para sua candidatura de reeleição com oito grupos, que são a base do seu governo. Outro pré-candidato, Walter Monteiro, do Flamengo da Gente, mas conta com a “Frente Flamengo Maior”, uma reunião de coletivos.  Já Asseff, ainda não contou com a assistência de nenhum até o momento. “Todo assunto tem o ponto bom e ruim. O bom é que cada vez mais pessoas estão interessadas na política do Flamengo. O ponto ruim é que são formados grupos de 10, 15, 20 pessoas que se unem em convergências circunstanciais para pleitear cadeiras no Conselho de Administração, no Conselho Diretor”, “os grupos são importantes porque apresentam interesses comuns das pessoas em ‘pensar Flamengo’, mas o ponto negativo é o fisiologismo“, concluiu.

QUEM SERÁ O VICE-PRESIDENTE NA SUA CHAPA:

Por anos, a influência eleitoral sempre foi de ex-presidentes e figuras notáveis do bastidor político do clube. Isso mudou, bem como os candidatos “de si próprio”, como dizem alguns. Daí, a importância dos grupos políticos que, além da força no processo eleitoral, são os que hoje se posicionam e trabalham nos bastidores. Porém, mesmo dizendo que sua candidatura se deve à influência de algumas pessoas, Marco Aurélio Assef preferiu não revelar nomes de apoiadores, e fez mistério até com o candidato à vice-presidente geral de sua chapa.

ADESÃO DO VOTO À DISTÂNCIA NA ELEIÇÃO DESTE ANO:

Mostrando que os ânimos estão mais amenos, pelo menos nesse início de pré-campanha, Marco Aurério Asseff protocolou, junto com Walter Monteiro, um pedido para a formação de uma comissão independente para um parecer sobre a adoção do voto à distância. Como a medida virou lei e também foi incluída na Lei Pelé, há a discussão se o mesmo se sobrepõe ao estatuto.

A Lei Pelé, quando ela fala do voto à distância, ela está a albergar, a defender o direito fundamental a saúde, pois nós estamos vivendo uma pandemia. Então, na dicotomia entre o direito a autodeterminação dos clubes, dos seus estatutos, nós temos o direito a saúde. Esse é o cenário. Eu penso que o direito a saúde é muito mais importante do que o direito a auto-regulamentação interna“, disse Asseff, garantindo que vai respeitar a decisão que for tomada internamente pelos conselhos.

RECADO PARA A NAÇÃO RUBRO-NEGRA:

Estou aberto a sugestões para elaborar o meu Plano de Governo. Já tenho ideias pré-estabelecidas. Como diz a música de Raúl Seixas, eu sou “essa metamorfose ambulante”. É preciso ouvir para decidir. O Flamengo não pode ser governador por poucas pessoas ou por um triunvirato, precisamos ouvir —, disse Marco Aurélio Asseff.

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