FOTO: DIVULGAÇÃO/FLA MANGUAÇA
Os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovaram, em regime de urgência, no início de março, a alteração do nome do Maracanã. O estádio que atualmente se chama Jornalista Mário Filho, passaria a ser chamado de Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé. O Governador em exercício Cláudio Castro, que tem 15 dias para sancionar ou não o PL, prazo que se esgota na próxima terça (06), articulou para deixar a ideia de lado.
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Após a repercussão amplamente negativa da mudança do nome, Castro buscou junto com a ALERJ uma solução. Na próxima segunda-feira (05), o colégio de líderes da casa legislativa do Rio, formado pela Maioria, Minoria, dos partidos, dos blocos parlamentares e do Governo, vão pedir para que o projeto seja devolvido pelo governador, com a justificativa de ter novas discussões. Assim, a medida será deixada de lado.
O projeto, de autoria do deputado André Ceciliano (PT), gerou enorme revolta dos torcedores, imprensa e até familiares de Mário Filho. O jornalista, além de ter sido o maior entusiasta pela construção do Maracanã, criou o termo “FlaxFlu” e foi responsável pela popularização do futebol através do Jornal dos Sports.
Para a ex-presidente do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Kátia Bogéa, o projeto apresenta problemas jurídicos. Em entrevista ao “Bom dia Rio”, da Rede Globo, disse que o estádio é um patrimônio nacional, tombado por lei federal, desde dezembro de 2000 e que em caso de confirmação da mudança, pode haver um questionamento jurídico.
— O Maracanã é declarado patrimônio brasileiro no ano de 2000, foi tombado pelo Iphan, em um processo que demorou anos e com ampla discussão. A alteração do nome sem nenhuma consulta, sem que o órgão de Patrimônio que tombou sequer tenha sido consultado é algo que não conseguimos entender. Porque o Maracanã faz parte da história brasileira, ele é um marco histórico, e o nome dele é marco também. Então o nome faz parte do tombamento —, afirmou.
Vale lembrar que o PL ainda prevê que o complexo esportivo formado pelo Maracanãzinho, o Estádio Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare, passaria a ser chamado de Jornalista Mário Filho. O texto impede também a venda de naming rights do Maracanã, que é quando uma empresa compra o direito de usar o nome num empreendimento, como ocorre nos estádios de Palmeiras e Corinthians, por exemplo.
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