Ex-Flamengo destrincha experiência de jogar com Ronaldinho e revela bastidores de jogo histórico contra o Santos

FOTO: DIVULGAÇÃO/FLAMENGO

Em 2011, o Flamengo realizou uma das maiores contratações da história do futebol brasileiro. Isso porque, após estadia de muitas glórias na Europa, Ronaldinho Gaúcho deixou o Milan (Itália) e foi apresentado na Gávea com a camisa 10. Pelo Rubro-Negro, o ‘Bruxo’ conquistou alguns títulos e encantou a Nação com dribles, jogadas plásticas e muitos gols. Dessa forma, o companheiro de R10, Willians, relembrou a maior atuação do jogador pelo Fla: o 5 a 4 diante do Santos, na Vila Belmiro.

Ali, o Ronaldinho brincou e mostrou por que veio para o Flamengo. Era um jogo muito importante porque tinha um ‘showman’ de cada lado: Neymar e Ronaldinho. Todo mundo relembra até hoje desse jogo, foi um dos maiores da história do Brasileiro – disse o ex-Fla, antes de completar:

Eram duas equipes que estavam na parte de cima da tabela. A gente só não poderia deixar o homem, o Neymar, jogar. Ele era muito novo e ‘corria de moto’ dentro de campo, de tão rápido que era (risos). A gente escutou no vestiário o que o [técnico] Vanderlei Luxemburgo falou: ‘Só joga, que a gente vai ganhar!’ A gente estava baleado porque tinha corrido muito para empatar – analisou.

Além disso, em entrevista ao ESPN.com.br, Willians revelou como era a rotina de treinos do Flamengo com Ronaldinho. Para o volante, o camisa 10 é um dos jogadores mais habilidosos que ele já viu e que, na maioria dos treinos, o elenco parava só para ver o meia-atacante brincar com a bola. Vale destacar que, também, a menção para o enorme carisma do campeão do mundo pela Seleção Brasileira.

Ronaldinho é um mito, um showman e um dos caras mais habilidosos que já vi na minha carreira. O que ele fazia era um absurdo! Eu sentava e ficava vendo que ele fazia nos treinos, era demais. Foi uma experiência muito boa jogar ao lado dele, correr para ele. Eu só jogava a bola nele porque sabia que ia resolver. Foi muito marcante jogar ao lado desse ídolo. No Brasil, ele venceu tudo, é um cara vitorioso e diferente. Ele sempre nos dava muitos toques no treinos e jogos. Aprendemos demais com ele. Era um cara muito engraçado e carismático – finalizou Willians.


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Ao todo, Ronaldinho realizou 56 jogos com a camisa do Flamengo e marcou 23 gols. Além disso, conquistou o Campeonato Carioca de 2011, de maneira invicta. No entanto, o fim do Gaúcho no Mais Querido não foi dos melhores. Isso porque, graças as dívidas que se acumularam na gestão Patrícia Amorim, o Rubro-Negro não tinha como arcar com os salários do craque que, inclusive, processou o Mengão meses depois da saída.

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  • Saiui do Mengão porque hipócritas e demagogos (Luxa, Joel Natalino, diretoria do Flamengo e jornalistas famintos por furos de reportagem) insistiam em exigir de um jovem alegre, milionário e solteirão jogador de futebol, 2 vezes eleito o melhor do mundo, conhecido mundialmente por todos aqueles que, pelo menos acompanham alguma coisa de futebol, fosse se trancar em sua casa e ali viver solitariamente e dormindo sozinho, a partir das 20 horas.

  • Ronaldinho foi o maior driblador que o mundo viu. Nem Pelé, nem Garrincha, nem Zico, nem Rivelino e nem Maradona fizeram tantas jogadas de efeito como o Bruxo. Estas comparações, obviamente, não contemplam os diversos outros aspectos de um fora de série do futebol. Pelé foi o mais completo jogador de todos os tempos e Zico, foi o segundo.
    Infelizmente, R10 chegou ao Mengão no tempo de Patrícia Amorim. Grande desportista e pessoa excelente, mas faltava-lhe experiência e trato profissional para as diversas questões complexas do CRF.
    Num momento em que deixou de receber ajuda para pagar o salário de R10, deveria imediatamente procurar o jogador e seu irmão e buscar equacionar a pendência. R10 queria ficar no Mengão.
    Ao contrário, Patrícia foi à mídia e disse que bancaria o R10. Contudo, nada disso foi possível e, ao contrário, se deixou levar pela política de exposição do craque. Até que chegou o jogo do Inter e o COVARDE e IMBECIL do Joel Natalino tirou o R10 de jogo, basicamente para expô-lo a uma vaia histórica.
    Na semana seguinte, R10 já jogava pelo Atlético Mineiro, por menos de 1/3 do que “ganhava” no Mengão e foi a peça principal de uma campanha arrasadora do galo, conquistando, inclusive, a Libertadores.