Fla inicia projeto para analisar e corrigir nível de hidratação dos jogadores; fisiologista explica detalhes

Rubro-Negro trabalha para que os atletas estejam em alto rendimento durante toda a temporada


Após dar início a uma nova temporada, na última semana, o Flamengo intensifica o trabalho de preparação para 2022. Sob o comando do português Paulo Sousa, o Mengo treina forte no CT Ninho do Urubu. Além das atividades relacionadas a campo e bola, os atletas estão passando por um processo minucioso fora das quatro linhas. Isso porque, visando aumentar a performance e também diminuir as lesões dos atletas, os departamentos de fisiologia e nutrição do clube começaram um “projeto para mensurar, analisar e corrigir o nível de hidratação dos jogadores”. Em entrevista à FlaTV, o responsável pelo setor fisiológico, Pedro Menezes, explicou o funcionamento e as vantagens do programa.

O projeto hoje do Flamengo é transdisciplinar, nós temos a medicina, a fisioterapia, fisiologia, temos a nutrição junto. Então a ideia é realmente pegar qual o perfil do jogador basal, estamos chegando na pré-temporada, foram feitos vários tipos de exames com eles, inclusive exames via plasma sanguíneo, via soro, via capilares sanguíneos. Então a gente pega todo esse maquinário pra que a gente possa entender o perfil do jogador e acompanhá-lo contra a performance e também contra a fadiga. Então, basicamente, hoje nós estamos determinando qual o nível de hidratação desse jogador e medindo quanto a temperatura corporal dele oscila em relação à temperatura externa e às cargas de trabalho que são aplicadas — disse, antes de completar:


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Na prática, a gente sabe que quando um atleta começa a perder de 1 a 2% do peso corporal dele em sudorese – que é um mecanismo de perda de água – a performance dele começa a ser afetada. Tanto em níveis competitivos, cognitivos, tomada de decisão, de atenção, como também de algumas tarefas motoras. Então é interessante a gente mensurar o volume de água dele, o quanto ele perde de água em uma sessão de treinamento e uma sessão de jogo, e entender esse comportamento ao longo da temporada pra que possamos prevenir fadiga e permitir que nossos atletas atinjam a performance e mantenham ela ao longo do ano todo — finalizou.

Vale lembrar que na última temporada o Rubro-Negro conviveu com inúmeros problemas físicos, que chegaram a prejudicar, inclusive, o desempenho da equipe. Para 2022, no entanto, os departamentos ligados à performance dos jogadores buscam fazer diferente, juntamente com a nova comissão técnica de Paulo Sousa. Alguns aparelhos foram solicitados e a diretoria prontamente adquiriu as tecnologias: O WIMU, um GPS que permite monitoramento simultâneo de dados de campo e academia, e o TMG, que auxilia na avaliação de potencial de contração muscular.

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