Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Técnicos portugueses conquistaram muitos títulos no futebol brasileiro, mas Flamengo é mais falado no país europeu
Nos programas esportivos e nas redes sociais, torcedores de Flamengo e Palmeiras costumam debater qual equipe fez mais história: o de Jesus 2019 ou o time atual de Abel Ferreira. Os dois técnicos portugueses também são temas de discussões no país lusitano. Porém, na Europa, de acordo com o jornalista Bruno Andrade, que vive na terra os treinadores, não há conversa: o Rubro-Negro é muito mais falado do que o clube paulista.
— Abel é comentado em Portugal, mas não como Jorge Jesus. Respeitando os dois personagens, respeitando Palmeiras e Flamengo, apesar do Abel ser histórico, ainda assim não tem sequer metade daquilo que o Jorge Jesus teve de impacto na Comunicação Social. Primeiro, o Flamengo atrai muito mais mídia em Portugal do que o Palmeiras, essa é a verdade nua e crua. E o Jorge Jesus tem para si a Comunicação Social, sabe lidar bem com a imprensa no Brasil e especialmente em Portugal. Enquanto o Abel é um pouco mais distante da imprensa —, disse Bruno Andrade, para a ‘ESPN’.
Os dois portugueses não tiveram a oportunidade de se enfrentar no Brasil. Enquanto Jorge Jesus deixou o Flamengo em julho de 2020, Abel Ferreira foi anunciado no Palmeiras em outubro do mesmo ano. Coincidentemente, o time paulista foi atrás do treinador após os dois se enfrentarem na Europa. Na Liga dos Campeões, o técnico alviverde, que dirigia o PAOK (GRE), eliminou o Benfica (POR) do Mister.
Ambos os técnicos foram responsáveis por quebrar longos jejuns de taças da Libertadores dos times que comandaram. Jorge Jesus ajudou o Flamengo a conquistar a competição após 38 anos. Já Abel Ferreira levantou o título do Palmeiras depois de 21 temporadas. Os portugueses seguem caminhos diferentes: enquanto o Mister dirige o Fenerbahçe (TUR), o ex-lateral segue no comando do clube paulista para a próxima temporada.
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Sem clubismo, o JJ mudou o nível do futebol jogado no Brasil, simples assim. Em nenhum momento da nossa história, vimos times fazendo pressão para a retomada da bola, como víamos no futebol europeu. O JJ conseguiu implantar essa filosofia do perde e retoma em pouquíssimo tempo. Ouso dizer que, em menos de um mês, já tinha implantado sua filosofia de jogo. No 2° jogo dele, contra o Goiás (6x1) já seria uma amostra. Depois do 8° jogo, qdo perdemos para o Bahia, em Salvador, por 3x1, iniciamos uma virada de patamar. Foi atropelando geral, com um estilo de jogo NUNCA visto por aqui.
O Abel, teve os méritos de, no primeiro ano, em 2020, praticar um futebol reativo, feio, mas muito eficiente. Conseguiu se classificar em cima do River, após uma vitória de 3x0 lá, onde nos primeiros 25' 1T, poderia ter tomado 3 gols absurdamente perdidos pelos hermanos. Em SP, sofreu, perdeu de 2x0, mas conseguiu fazer a final contra o Santos. Final essa, horrorosa, onde nenhum merecia ganhar. Em 2021, reformulou parte do elenco e tem que agradecer muito a infelicidade do Andreas Pereira. Não fosse a jogada, a história seria outra.
Resumo: Jorge Jesus MUUUITO MAIOR que o Abel Ferreira.
Em tempo: considero o Abel um GRANDE técnico, com muita visão de jogo, com liderança junto aos jogadores, muito chiquilento à beira do campo, mas nada de mais, só isso.