
Foto: Reprodução/Fala, João Guilherme
“(A Libertadores sem os brasileiros) isso seria como o Tarzan sem a Cheetah, impossível”. A frase dita pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, revoltou muitos torcedores nesta terça-feira (18). Na visão de alguns grupos, o paraguaio foi racista, associando os brasileiros à macaca Cheetah do filme. Questionado sobre o depoimento, Zico disparou contra o dirigente: “De boca fechada ele comanda melhor”.
— Depende de qual sentido. A Cheetah era inseparável do Tarzan na minha época que não se levava para o lado do racismo. Mas se levar para o lado do racismo é uma ofensa muito grande. Espero que ele não tenha falado com esse intuito, mas sim da importância do futebol brasileiro para a América do Sul — disse Zico, na noite desta terça-feira (18), em evento de Showbol no Rio de Janeiro.
— Ele deve saber muito bem porque os últimos campeões da Libertadores têm sido brasileiros. Mas hoje qualquer coisa está sendo voltada para o racismo, ainda mais ele que não tomou uma decisão forte sobre o que aconteceu com o menino do Palmeiras. Mas ele de boca fechada comanda melhor — acrescentou o Galinho.
Após o caso de racismo contra o atacante Luighi, do Palmeiras, pela Libertadores Sub-20, a presidente do time paulista Leila Pereira sugeriu que os times brasileiros deixem a Conmebol e que virem filiados da Concacaf (Américas Central e do Norte). Por isso, na segunda-feira (17), durante o sorteio da fase de grupos da Libertadores profissional, Domínguez foi questionado sobre a possibilidade.
Alvo de muitas críticas após a fala, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, publicou uma nota nas redes sociais se defendendo. O paraguaio disse que a frase usada é um ditado popular e que não teve a intenção de ofender. Além disso, o dirigente garante que luta pelo fim do preconceito.
“Em relação às minhas recentes declarações, quero expressar minhas desculpas. A expressão que utilizei é uma frase popular, e jamais tive a intenção de menosprezar nem desqualificar ninguém. A Libertadores é impensável sem a participação de clubes dos dez países membros. Sempre promovi o respeito e a inclusão no futebol e na sociedade, valores fundamentais para a Conmebol. Reafirmo meu compromisso de seguir trabalhando por um futebol mais justo, unido e livre de discriminação“, escreveu.
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