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Assistimos a ‘Baila, Vini’: documentário mostra ascensão de Vinicius Jr. de São Gonçalo ao estrelato global

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Assim como outras estrelas do futebol mundial, como Ronaldo, Neymar e Beckham, Vini Jr. também ganhou uma produção da Netflix com a sua história. Nesta quinta (15), estreia na plataforma o documentário “Baila, Vini”, com direção de Andrucha Waddington, que se aventura pela primeira vez no gênero esportivo.

O roteiro, assinado por Carolina Albuquerque, Emilio Domingos, Guilherme Ferraz e Sérgio Mekler, conta a história de Vini em ordem cronológica, partindo da sua chegada ao Real Madrid em 2018. O documentário nos mostra a estrutura montada pelo jogador para facilitar sua adaptação na Espanha, o que foi muito difícil no início, quando ele teve que lidar com a pressão pelos valores envolvidos na sua contratação e com o tratamento jocoso em alguns casos da imprensa.

Longe de ser chapa-branca, a produção nos mostra como Vini chegou a desacreditar que poderia jogar no nível do futebol espanhol, o polêmico episódio com Benzema e Mendy em 2020, a ida para o time B do Real Madrid, a recuperação intensa de uma lesão que o tirou dos gramados por dois meses – revelando um Vinícius impaciente, mas focado.

Como já mencionado, o roteiro segue uma ordem cronológica a partir de 2018, mas utiliza flashbacks para voltar às origens do atleta em São Gonçalo, sua família (que é muito discreta publicamente) e seus primeiros passos no futebol, mais precisamente na escolinha do Flamengo, até se destacar na Seleção Brasileira Sub-17. A estrutura do documentário, embora linear, recorre a esse efeito “sanfona”, retornando ao passado quando necessário.

Foto: Divulgação/Netflix

Para a torcida do Flamengo, a produção reserva um arco emocionante sobre o surgimento de Vini no time profissional. Destaque para a estreia do garoto no Rubro-Negro em 13 de maio de 2017, quando seu pai revela que aquele era o maior sonho: jogar pelo Fla em um Maracanã lotado. A relação dele com seu clube de coração também é enfatizada, assim como sua emocionante volta ao gramado do Maracanã em 2023.

Essa volta às origens também revela outro traço da personalidade de Vini: sua irreverência e amor pela dança. Por causa de suas comemorações com dancinhas, ele sofreu críticas racistas de jornalistas espanhóis, dando início ao movimento espontâneo nas redes com a hashtag #BailaVini. O tema do racismo retorna mais adiante, no episódio do Mestalla em 2023, quando o jogo foi interrompido.

Javier Tebas, presidente da LaLiga, participa do documentário falando sobre o ocorrido. Na época, ele havia postado no X (antigo Twitter) que Vinicius exagerava nas reclamações. No filme, o dirigente demonstra arrependimento pelas declarações que fez.

Seguindo a pauta do racismo, outro ponto alto da produção foi o registro do retorno de Vinícius ao Mestalla em 2024. A equipe da Netflix foi impedida de entrar no estádio pelo Valencia e acabou se tornando tema de cantos durante a partida — tudo registrado pelo documentário.

As decisões da Champions League ganharam destaque, mas serviram para mostrar como Vini alcançou o status de celebridade global após marcar os gols decisivos nas finais contra Liverpool e Bayern, e como passou a lidar com essa fama tanto na carreira quanto na vida pessoal. Um membro de sua equipe chega a afirmar que um jogador de futebol extremamente famoso acaba vivendo em uma espécie de prisão domiciliar, sem a liberdade de viver como qualquer outra pessoa.

A Seleção Brasileira também recebe destaque, mostrando desde a primeira convocação até a frustração pós-eliminação na Copa do Mundo de 2022, além do sonho de Vinícius de vencer uma Copa do Mundo. É assim que o documentário se encerra: com a mensagem de que o atleta ainda almeja grandes conquistas em sua carreira e de esperança por um futuro melhor — não só para ele, mas para todas as pessoas que ajuda por meio de seu instituto, retratado em um leilão beneficente.

“Baila, Vini” oferece aos fãs de Vinicius Júnior a oportunidade única de conhecer com profundidade fragmentos da vida e da carreira do astro, através de imagens inéditas e histórias nunca antes reveladas. O documentário serve ainda como fonte de inspiração para jovens atletas mundo afora, mostrando como administrar uma carreira de sucesso em um esporte de alto rendimento – ambiente onde a pressão por vitórias e a exigência de resultados atingem níveis extremos, e somente os melhores conseguem atingir o topo.

Foto: Divulgação/Netflix

E o menino que saiu do Ninho do Urubu não apenas chegou lá, como segue em busca de mais conquistas! Documentário Imperdível!

Informações sobre “Baila, Vini

Duração: 1 hora e 46 minutos
Diretor e produtor: Andrucha Waddington
Codiretor: Emílio Domingos
Roteiristas: Carolina Albuquerque, Sergio Mekler e Emílio Domingos
Produtores executivos: Renata Brandão, Luísa Barbosa
Diretor de fotografia: João Faissal, Douglonez
Companhia de Produção: Conspiração Filmes

 

 

 

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