Foto: Divulgação/Flamengo
Ser Flamengo é um exercício constante de paixão bruta.
Não aquela paixão calma, calculada, que se acomoda no cotidiano.
Mas a paixão dos que vivem no limite, dos que roem as unhas, dos que sentem o estômago virar, dos que gritam mesmo quando tudo parece perdido.
Talvez justamente por parecer perdido.
No Flamengo, a dor não é um acidente.
Ela é parte do enredo.
Você se senta para ver um jogo achando que será apenas mais uma partida. Um domingo qualquer, um confronto rotineiro. Mas, lá pela metade do segundo tempo, com o placar apertado e o tempo correndo contra, você percebe: não há rotina possível no rubro-negro. Há tensão. Há urgência. Há entrega.
E quando o gol sai, porque às vezes ele sai, não é apenas um gol.
É uma explosão.
É a libertação de dias contidos, de emoções represadas, de tudo aquilo que ficou guardado e não foi dito.
É ali que acontece a catarse rubro-negra:
A dor que vira alívio,
O sofrimento que vira glória,
A respiração que volta ao ritmo,
O corpo que se solta do peso da espera.
Não importa se é Libertadores, Carioca ou jogo em campo desconhecido transmitido por uma câmera tremida.
O coração não diferencia.
Ele pulsa do mesmo jeito. E sofre do mesmo jeito também.
O flamenguista nasce, morre e renasce a cada jogo.
É um ciclo eterno de entrega.
Porque ser Flamengo não é torcer. É viver em estado de combustão.
É amar sabendo que vai doer.
E mesmo assim, amar mais ainda.
Quem tenta explicar, não entendeu.
Ser Flamengo não se explica.
Se sente.
Se vive.
Se explode.
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