Foto: Leo José/Coluna do Fla
O Flamengo inaugurou, nesse sábado (15), os novos Muros da Gávea, uma exposição a céu aberto que celebra os 130 anos do clube. O Coluna do Fla acompanhou o evento e, assim, apresenta todos os detalhes para o torcedor rubro-negro.
A inauguração da exposição contou com a presença do presidente Luiz Eduardo Batpista, o Bap, e o embaixador do Flamengo Raul Plassman. Além disso, os artistas Mateu Velasco, Gugie Cavalcanti, Dolores Esos, Acme, Bruno Big e o Coletivo Negro Muro também estiveram no local.
Os 274 metros do muro da Rua Mário Ribeiro, na ligação Lagoa-Barra, se transformaram em uma verdadeira galeria de arte urbana que retrata momentos marcantes do Flamengo, dos ídolos e símbolos da Nação. Para compor a obra, seis artistas foram convidados a ilustrar personagens, referências e passagens que atravessam a história e a cultura rubro-negra.
Presidente do Mengão, Bap celebrou a história do clube e prometeu novas obras a cada mês. “Os muros não tinham vida nenhuma. Agora, a cidade ganhou uma nova vida. Isso é uma homenagem à história do Flamengo. A ideia é ter, em cada mês, uma pintura nova. É um museu a céu aberto.”
O Patrimônio Histórico do Flamengo coordenou a curadoria do projeto e, em parceria com o coletivo Negro Muro, definiu o conceito artístico dos murais. Dessa forma, a iniciativa passa a destacar diferentes leituras da identidade rubro-negra e abre a galeria com ‘Mística’, de Mateu Velasco, obra que retrata um urubu em xilogravura para unir tradição, cultura popular e energia do clube.
Em seguida, ‘Nação’, de Gugie Cavalcanti, reforça a presença mítica da torcida como a força que move o Flamengo. Ou seja, o projeto amplia o diálogo entre arte e paixão pelo Mengão logo nas primeiras obras apresentadas.
O coletivo Negro Muro também assina “Ele vibra, ele é fibra”, obra que homenageia Érica Lopes (Gazela Negra), Leônidas da Silva (Diamante Negro) e Ary Barroso. A pintura conecta o Flamengo a referências da dança, da música e da cultura popular, ampliando o diálogo entre esporte e arte. Em complemento, “O manto e a fé rubro-negra”, de Dolores, celebra o Manto Sagrado, a voz histórica de Apolinho e a devoção da Nação.
Por fim, outras duas obras completam o conjunto. “Galinho de Quintino, Buck e a Maior do Mundo”, de Acme, posiciona Zico como figura central e presta tributo a Guilherme “Buck”, ícone do remo. Já “O alvorecer magnético”, de Bruno Big, celebra os 130 anos do Flamengo ao destacar as origens do clube no remo e os barcos de nomes indígenas.
Cabe destacar que a inauguração dos Muros da Gávea fez parte das celebrações pelos 130 anos do Flamengo. Para marcar a data, o clube preparou uma série de atividades na sede social, que começou com uma alvorada logo no início da manhã, seguida de um café da manhã no remo.
Além de Luiz Eduardo Baptista, presidente, e Flávio Willeman, vice-presidente geral e jurídico, que representaram a diretoria rubro-negra, o evento contou com uma presença especial: George Helal, ex-mandatário do clube e responsável pela aquisição do terreno do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo.
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