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Fair Play Financeiro: Flamengo exige o fim dos gramados artificiais à CBF

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Em contato com a CBF para a implantação do Fair Play Financeiro, Flamengo apontou várias sugestões


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na gestão do presidente Samir Xaud, avança para a implantação do Fair Play Financeiro. O Flamengo, parceiro na ideia, está ajudando a entidade e faz várias sugestões. Uma delas é sobre o uso de pisos artificiais.

Os gramados de plástico devem ser eliminados imediatamente de todos os torneios nacionais profissionais. A discrepância nos custos de manutenção entre gramados naturais e artificiais provoca desequilíbrios financeiros entre os clubes e prejudica a saúde física de jogadores e atletas”, argumenta o Flamengo, em nota oficial publicada nesta segunda (10).

O QUE PENSA A CBF SOBRE O GRAMADO SINTÉTICO?

Apesar de Flamengo e CBF estarem alinhados em grande parte das ideias para a implantação do Fair Play Financeiro, a questão do gramado artificial é mais complexa. Em recente entrevista ao ex-atacante Romário, Samir Xaud não escolheu um lado na questão.

Cabe reflexão a respeito do assunto. Eu, como médico do esporte, já vi muitas lesões em gramados sintéticos, até pela questão de travar — não há maleabilidade do gramado natural. Mas também tem o outro lado: atletas se machucam em gramados naturais. É uma questão delicada e que estamos vendo com carinho. Começamos a discutir internamente sobre isso, mas vai além do querer do presidente ou da CBF, tem que ser algo conversado com os clubes —, disse Samir, em agosto.

O QUE PENSA O FLAMENGO SOBRE O AVANÇO DO FAIR PLAY FINANCEIRO?

Em vídeo publicado pelo Flamengo, o presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, o Bap, celebrou o interesse da CBF em implantar o Fair Play Financeiro. Além disso, o mandatário destacou que a obrigação de ser responsável financeiramente é o que ajudou o futebol europeu a evoluir, por exemplo.

QUAIS SÃO OS PONTOS SUGERIDOS PELO FLAMENGO À CBF?

• Tratamento de clubes em RJ/REJ: impedir que clubes utilizem o período de não pagamento de dívidas (entre a decretação da RJ/REJ e a homologação do acordo) como vantagem competitiva, bloqueando o registro de novos atletas neste período e perda de pontos.

• Definição ampla de custos: controlar não apenas a “folha salarial” (CLT), mas também o custo total do elenco, incluindo direitos de imagem, luvas, bônus, comissões de agentes e impostos.

• Bloqueio de brechas contábeis: impedir que custos do futebol profissional masculino sejam “maquiados” como investimentos em categorias de base ou em futebol feminino por meio de rateios fictícios.

• Controle de caixa mínimo: Implementar indicadores antecedentes, como a necessidade de capital de giro saudável, para prevenir crises de liquidez.

• Transações com partes relacionadas: desconsiderar ou limitar transações entre partes relacionadas (ex.: clube e empresa do mesmo dono) que possam inflar as receitas ou ocultar os custos. Aportes de capitais, por exemplo, não devem ser contabilizados como receita recorrente.

• Uso de ratings: adotar um sistema de classificação (como o utilizado por consultorias especializadas), no qual clubes com melhor gestão (classificação elevada) tenham mais margem de manobra, criando um incentivo à boa governança.

• Sanções eficazes: focar as sanções na restrição de janelas de transferência, e que estas sejam cumpridas integralmente, mesmo que a causa da punição seja sanada, para desestimular a procrastinação.

• Implementação do “Teste de Proprietários e Dirigentes”: criação de uma avaliação composta por regras e critérios para determinar se os novos (ou potenciais) proprietários e dirigentes de um clube são aptos para o cargo. O objetivo é proteger a imagem e a integridade da competição e dos clubes, assegurando que os indivíduos que gerenciam ou adquiriram clubes sejam confiáveis e tenham capacidade financeira comprovada.

• Exequibilidade Efetiva do Sistema: implementar uma governança aparelhada para executar punições automáticas, com base em dados factuais e financeiros, incluindo a aplicação de punições e restrições.

• Proibição de Gramados Artificiais: os gramados de plástico devem ser eliminados imediatamente de todos os torneios nacionais profissionais. A discrepância nos custos de manutenção entre gramados naturais e artificiais provoca desequilíbrios financeiros entre os clubes e prejudica a saúde física de jogadores e atletas.

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