
Foto: Rafael Ribeiro/ CBF
A sonhada união dos clubes parece que, enfim, vai sair do papel. Nesta segunda-feira (06), representantes de equipes das duas principais divisões do país debatem a criação da liga. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tratou o evento como histórico.
Hoje, os times estão divididos em dois blocos: Libra e FFU. A CBF apresentou para ambos propostas e sugestões para a união, e a previsão da entidade é concluir o estatuto da futura liga ainda em 2026. O planejamento da Confederação possui o seguinte calendário.
– Maio a julho de 2026: coleta de sugestões e elaboração de propostas de encaminhamento;
– Agosto a setembro de 2026: apresentação, ajustes e aprovação das propostas;
– Outubro a dezembro de 2026: estruturação das fases – comercialização e estatuto da liga.
— Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro: a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro: valorizar o futebol brasileiro —, ressaltou o presidente da CBF, Samir Xaud.
— Essas reformas não são acessórios; são fundamentos. Sem elas, qualquer modelo de liga nasceria frágil, incapaz de entregar o valor que todos nós desejamos. Por isso, mesmo sabendo da importância da liga, optamos por construir primeiro as bases que garantissem sua sustentabilidade —, destacou Samir Xaud.
A CBF apresentou em quais pontos o Brasileirão perde para as principais ligas do mundo, como Premier League (ING), LaLiga (ESP) e Bundesliga (ALE). A entidade reconhece que o Brasil está atrás sistematicamente, na questão do calendário, qualidade e tempo de jogo, estrutura de estádios e para transmissão, comercialização, governança e sustentabilidade financeira.
Calendário
Tempo de jogo
Estádio – público e segurança
Estádio – infraestrutura
Transmissão
Comunicação e redes sociais
Marketing
Êxodo de talentos
Governança do Regulamento
Sustentabilidade financeira
As tentativas anteriores de criação de liga esbarravam na divisão das cotas de televisão. Antes de chegarem a esse debate neste momento, os clubes entendem que é preciso aumenta significamente as cotas. Qualquer novo acordo comercial, quando se trata de vendas de direitos de transmissão, só passaria a valer a partir de 2030, porque os dois blocos comerciais têm contrato em vigor até 2029.
Um dado apresentado no debate chamou a atenção. A receita do Brasileirão é um terço da Bundesliga, da Alemanha, que tem menos da metade da população do Brasil e possui 18 clubes, dois a menos do que o Brasileirão.
O horário das partidas também foi tema. No Brasil, 80% das partidas são noturnas, contra 25% da Inglaterra, por exemplo. A CBF entende que isso impacta na presença do público, por questões de segurança. Ainda, a mudança de número de rebaixados de quatro para três e a limitação de estrangeiros por equipe também serão avaliadas.
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De todas as propostas, a única que sou contra é o número de rebaixados. Tem que ser 4 e poderia aumentar para 5 (sendo este em formato de playoff com o 5º da Série B em jogo único em campo neutro).
Quando se fala em Estádio – infraestrutura, também se fala em Padronização de Gramados, inclusive na altura da grama. Porque lá na Europa a bola corre rápido e o jogo nunca para? Lembrem-se dos jogos do Flamengo contra europeus no ano passado.
Este Presidente da CBF irá se tornar o melhor Presidente da história da CBF/CBD com imensa facilidade por fazer algo que se pede desde sempre pois os "executivos" anteriores preferiam enriquecer no cargo do que cuidar do futebol.