Gilvan de Souza / CRF | Adriano Fontes / CRF
Leonardo Jardim comentou a participação nas contratações de Joaquín Freitas e Anthony Valencia. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa, após a vitória do Flamengo sobre o Mirassol, por 2 a 0. O técnico definiu apenas os perfis que queria, mas sem dar nomes.
– Quer o Valencia quer o Freitas vieram para a posição do Wallace Yan e do Plata. Em relação à minha intervenção nas duas contratações foi através do perfil. Eram posições que a gente precisava, quer na frente quer no corredor do lado direito -, afirmou Jardim, que acrescentou:
– Depois, as decisões se é um jogador jovem ou de 30, se é um jogador de 50 milhões ou 5 milhões, o clube é responsável por essa área e tem pessoas responsáveis. Pelo meu lado, ganhei dois jogadores jovens, que com certeza vão nos ajudar a médio e longo prazo.
– Acredito que esses jogadores vão entrar na equipe este ano e vão ter um futuro mais risonho, porque vão crescer -, disse Leonardo Jardim após os gols de Carrascal e Paquetá darem a vitória ao Mais Querido.
Joaquín Freitas e Anthony Valencia foram apresentados antes de a bola rolar no Maracanã. Portanto, os dois reforços já tiveram contato com a torcida rubro-negra antes da estreia em campo.
Anthony Valencia custou 5 milhões de euros, cerca de R$ 30 milhões na cotação atual. Joaquín Freitas chegou por 7 milhões de euros, o equivalente a R$ 42 milhões. Esse valor corresponde a 80% dos direitos econômicos do jovem atacante argentino.
– E (o Flamengo) ganhou um jogador que tinha perdido, que era o Plata, e vai ser mais uma solução. Para os jogos que temos a seguir, ter soluções é sempre importante. Esse já está adaptado e sabe o que a casa gosta (risos) -, contou.
– Perdemos os dois jogadores que são os primeiros volantes da equipe. Quando perdemos um primeiro volante, acabamos pressionando menos -, destacou o técnico que acrescentou:
– Naquele momento, com 2 a 0, achei que o Arrascaeta poderia ajudar pela sua qualidade técnica. Talvez tenhamos ficado mais técnicos, mas demos mais espaço. Com Paquetá e Jorginho, ficamos mais técnicos, com um refinamento melhor, mas com menos impacto -, afirmou, e acrescentou:
– A partir daí, o Mirassol teve um pouco mais de posse de bola, sem causar grandes danos, porque não criou muitas oportunidades. Mas teve mais a bola, o que também faz parte do DNA deles. É uma equipe que gosta de jogar futebol e sair jogando -, constatou.
– O Carrascal é um jogador com características diferentes dos outros. É um jogador de quem gosto muito, porque tem boa relação com a bola, boa capacidade de pressão e consegue acelerar o jogo por dentro ou por fora -, apontou Jardim, que acrescentou:
– Eu já disse a ele: se estiver bem, estará sempre perto de entrar de titular, mas tem que fazer aquilo que a equipe necessita, tanto no plano defensivo quanto no ofensivo. Esse é o meu discurso para todos os jogadores -, alertou.
– Ele está acreditando. É um jogador que pode fazer as três posições da frente, como meia ou pelos lados. Tem preferência por jogar um pouco mais pelo lado esquerdo, mas tem sido pelo lado direito que conseguiu traduzir isso em gols e assistências. Estou satisfeito com ele -, afirmou.
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A participação do técnico é sempre importante, pois é ele quem comandará os atletas. Como treinador, ele sabe quais são os setores mais deficientes no plantel.