Fotos: Divulgação/Flamengo
Jorge Carrascal vivia como opção quase que ‘descartável’ no Flamengo antes de defender a Colômbia na Copa do Mundo de 2026. Não à toa, no pré-Mundial, o meia somou 28 jogos, nos quais marcou três gols e deu 4 assistências pelo clube.
Contudo, depois da Copa do Mundo, o colombiano voltou a campo diante do Internacional e mudou de patamar. Em apenas 8 partidas no pós-Mundial, o camisa 15 já marcou 3 gols e deu 5 assistências.
Dessa forma, Carrascal praticamente igualou, em poucas partidas, os números de toda a primeira metade do ano. No total, o meia chegou a 36 jogos, 6 gols e 9 assistências na atual temporada pelo Flamengo. Portanto, a comparação entre os dois períodos comprova uma evolução evidente de rendimento.
Esse desempenho também aparece em jogos decisivos da temporada, não apenas em partidas isoladas. Não à toa, o crescimento de Carrascal é mais do que estatísticas e mostra maturidade e confiança renovada. A comparação de números, sem dúvida, ajuda a explicar a mudança de status dentro do grupo.
Carrascal também chama atenção pela versatilidade tática que exibe a cada partida. O colombiano atua bem pela direita, pela esquerda e ainda no meio de campo. Essa flexibilidade, portanto, facilita a montagem de diferentes esquemas táticos.
Um jogador capaz de atuar em três posições distintas ganha valor extra dentro de qualquer elenco. Assim, o treinador Leonardo Jardim ganha opções para variar o desenho ofensivo conforme o adversário. Contudo, essa polivalência também exige competir por espaço em mais de um setor do time.
Ainda assim, Carrascal transforma essa exigência em vantagem competitiva sobre outros companheiros de posição. Poucos jogadores do elenco reúnem a mesma liberdade posicional que ele apresenta em campo. Essa característica, no fim, aumenta as chances de minutos em campo mesmo diante de forte concorrência.
Na ponta direita, Carrascal vinha levando vantagem na disputa com Plata e Luiz Araújo. A briga pela titularidade, porém, ganhou um novo capítulo nas últimas semanas.
Isso porque, o Dínamo de Moscou (RUS) desistiu de contratar o camisa 19, e Plata volta ao Flamengo. Dessa forma, o equatoriano passa a disputar posição diretamente com o colombiano. Além disso, o clube contratou Anthony Valencia nesta janela de transferências.
Portanto, a concorrência pela ponta direita só tende a aumentar na reta final da temporada. Mesmo assim, os números recentes colocam Carrascal em posição confortável nessa briga interna. De qualquer forma, a evolução do colombiano após o Mundial reforça o valor que possui dentro do elenco.
Resta ao colombiano manter o nível de produção para seguir como titular absoluto. No fim, a concorrência interna tende a elevar ainda mais a qualidade geral do setor ofensivo do Flamengo, visto que agora Leonardo Jardim terá mais opções para o ataque.
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