Jorginho é estrangeiro? Veja como a CBF classifica o volante do Flamengo, ex-seleção da Itália
23/09/2026
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Fotos: Divulgação/Flamengo e Reprodução/Instagram
CBF determinou a redução do número de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro
Campeão da Eurocopa 2020 pela Itália, Jorginho é um dos jogadores do elenco do Flamengo que fez história em seleções fora do Brasil. Com a determinação da CBF para reduzir o número de estrangeiros, alguns torcedores ficaram na dúvida: o volante conta como gringo?
A resposta é não. Como Jorginho nasceu no Brasil, mais precisamente na cidade de Imbituba, em Santa Catarina, o volante não entra na contagem de estrangeiros do elenco rubro-negro, mesmo tendo feito a quase totalidade da carreira na Europa.
Ainda nas categorias de base, Jorginho foi para as categorias de base do Hellas Verona (ITA), onde iniciou a carreira profissional. Com ascensão rápida, Jorginho acabou procurado pela Federação Italiana e aceitou o convite de se naturalizar.
Jorginho passou por Napoli (ITA), Chelsea (ING) e Arsenal (ING) antes de retornar ao Brasil para defender o Flamengo, em 2025. Embora tenha construído a trajetória internacional pela Itália, o jogador nasceu no Brasil e, por isso, não é contabilizado como estrangeiro pela regra da CBF.
ASSIM SENDO, JORGINHO É O ÚNICO CASO?
Além de Jorginho, outros sete jogadores do Brasileirão vivem situação parecida e não são considerados estrangeiros. São eles: Maurício (Palmeiras, brasileiro que joga no Paraguai), Carlos Coronel (São Paulo, brasileiro que jogou no Paraguai), João Costa (Cruzeiro, brasileiro que atuou na base da Seleção de Portugal), Rafael Tolói (São Paulo, brasileiro que jogou na Itália), Matheus Reis (Fluminense, mexicano naturalizado brasileiro), Niclas Eliasson (Internacional, sueco de mãe brasileira) e Kannemann (Grêmio, argentino naturalizado brasileiro).
EM RESUMO, O QUE A CBF DETERMINOU?
Atualmente, cada time pode relacionar nove estrangeiros por partida. Até 2030, o número será de apenas cinco, com redução gradual: oito em 2027, sete em 2028 e seis em 2029. Hoje, o Flamengo já ‘estoura’ a cota e precisará se desfazer de algum atleta para não ter que deixar um gringo de fora por rodada a partir do ano que vem.
No elenco atual, o Flamengo tem 11 estrangeiros. Os argentinos Rossi e Freitas; os uruguaios De La Cruz, Arrascaeta, Varela e Viña (emprestado ao Cruzeiro); os equatorianos Plata e Valencia; o chileno Pulgar; o espanhol Saúl e o colombiano Jorge Carrascal.
O QUE O FLAMENGO PENSA DA NOVA REGRA, AFINAL?
Em contato com a repórter Mônica Alves, do Coluna do Fla, o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, detonou a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para o português, a determinação enfraquece o próprio futebol nacional.
— Como estrangeiro, que trabalha no Brasil, mas que já trabalhou em outras ligas, vou dar a minha opinião, embora respeite, como é óbvio, quem fez esses estudos. Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro, antes, pelo contrário, vai pôr a liga mais fraca, porque os jogadores vão continuar saindo —, disse Boto.
— Os melhores jogadores vão continuar a sair para a Europa muito novos, e os clubes não tendo a possibilidade de reter esses jogadores de valor, vão ter que jogar com jogadores com menos valia, e isso vai baixar a qualidade da liga brasileira —, acrescentou o dirigente português.