Fotos: Divulgação
Campeão brasileiro, da Copa do Brasil e do Carioca pelo Flamengo, Léo Moura só não ganhou a Libertadores pelo clube. Nesta sexta-feira (18), o ex-lateral participou de um evento promovido pela Conmebol e lamentou o fato de não ter levantado a taça pelo time do coração.
— Todo jogador sonha em ganhar. Só quem está ali vivendo esse momento de levantar aquela taça é inexplicável. Tive esse prazer, essa felicidade. Queria ter levantado vestindo a camisa do Flamengo, mas não foi possível. Mas ganhei com a camisa do Grêmio no final da minha carreira e marcou bastante —, disse Léo Moura.
O ex-lateral jogou as Libertadores de 2007, 2008, 2010, 2012 e 2014 com o Flamengo. No entanto, o time passou longe de brigar pelo título. Foras duas eliminações na primeira fase, outras duas nas oitavas e uma nas quartas de final. Contudo, no fim de carreira, Léo Moura conseguiu levantar o troféu pelo Grêmio, em 2017.
Nos tempos de Léo Moura, a torcida do Flamengo cantava “Libertadores, qualquer dia tamo aí”, para celebrar as classificações para o torneio continental. No entanto, hoje a realidade é completamente diferente. O Mais Querido jogou todas as edições desde 2017 e ganhou três das últimas sete disputadas.
Campeão em 1981, 2019, 2022 e 2025, o Flamengo está a três jogos do penta. Na edição 2026, o Rubro-Negro disputará as semifinais contra o Estudiantes (ARG), nas semanas dos dias 15 e 21 de outubro, com ida na Argentina e volta no Maracanã. Se passar, o Mengão pega Fluminense ou Palmeiras na final, que acontece em Montevidéu, no fim de novembro.
Apesar de ter jogado dez anos no Flamengo, de 2005 a 2015, Léo Moura perdeu parte do carinho que a torcida tinha. Primeiramente, o jogador chegou a negociar e encaminhar ida para o Vasco. Por conta da repercussão e pressão da Nação, o atleta recuou quando estava prestes a fechar negócio.
Posteriormente, em 2017, com o título da Libertadores com o Grêmio, Léo Moura comemorou dizendo que “cheira título”. Na ocasião, um ano antes, o Flamengo havia virado piada pela sequência de fracassos e por ficar “só no cheirinho”. A frase do então lateral foi interpretada como ironia, já que o atleta saiu brigado com a diretoria rubro-negra da época, pois queria renovar contrato, mas não obteve sucesso.
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