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Rossi atualiza status sobre possível cidadania brasileira e pede paciência à torcida do Flamengo com Freitas

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Assunto veio à tona com aumento de estrangeiros no Flamengo


Com Joaquín Freitas e Anthony Valencia, o Flamengo tem agora dez estrangeiros no elenco. Para um jogo do Brasileirão, por exemplo, os times só podem relacionar nove em uma mesma partida. Uma possível solução é dar dupla cidadania aos que estão mais tempo no clube, como Agustín Rossi. Questionado por Rodrigo Lima, do Coluna do Fla, sobre a possibilidade, o goleiro argentino foi sincero.

Não tenho nenhum trâmite em processo, nada disso. Eu, como argentino, acho que são quatro anos para receber a cidadania, quatro anos de residência. Já levo três, mas… Acho que mesmo assim não sei se deixa de ocupar uma vaga como estrangeiro, não sei bem como é que é isso —, admitiu Rossi.

BOAS VINDAS AO COMPATRIOTA

Além da possibilidade de ‘virar brasileiro’, a reportagem do Coluna do Fla também perguntou a Rossi sobre Joaquín Freitas, conterrâneo do goleiro do Flamengo. O arqueiro deu as boas vindas ao atacante ex-River Plate (ARG) e pediu paciência para a torcida.

O mais importante para ele hoje em dia é a recepção. Ele mora perto lá da minha cidade também, é um garoto que também vem de divisões inferiores da Argentina, igual a mim. Ele fez a estreia na terceira divisão, eu também, com quase a mesma idade que ele, ele ainda mais novo, com 16. Então eu acho que o mais importante para ele hoje em dia é a gente ajudar ele a se adaptar. Não é a mesma coisa o futebol argentino do futebol brasileiro. O futebol brasileiro está um passo acima e até ele se adaptar a gente tem que tentar ajudar ele —, iniciou Rossi.

Ele vem para ajudar, mesmo seja muito novo. Eu tenho acompanhado alguns jogos dele, conheço ele como é dentro do campo e o pouco que dá para ver nele antes de vir para aqui, eu acho que ele vai ajudar muito. Mas a única coisa que posso pedir é paciência com ele, porque é difícil sair de casa sendo tão novo e vir para um time do tamanho do Flamengo, que é o maior do Brasil, um dos maiores times do mundo. Mesmo que ele esteja acostumado com essa pressão lá no River, eu acho que aqui vai ser diferente e a gente tem que ajudar ele a se achar rapidamente —, encerrou.

A entrevista de Rossi aconteceu na zona mista do Maracanã, após a vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre o Mirassol, em jogo atrasado da quarta rodada do Brasileirão. Além disso, o goleiro falou do momento do Flamengo, com viagens longas, e também abordou o fato de não ter levado gol em mais uma partida.

PARÁ E QUITO

“Sabíamos que a gente fazendo a nossa parte o Palmeiras, que vem na frente, podia perder alguns pontinhos, como foi outro dia no jogo contra o Mirassol. Hoje a gente encostou neles, só um pontinho de diferença com a mesma quantidade de vitórias, que depois no final do ano isso ajuda. É uma das questões do campeonato que se a gente conseguir as vitórias ajuda no final. E dessa sequência que vem pela frente, primeiro muito feliz pela vitória de hoje, mas ainda sair do jogo sem tomar gol acho que é muito importante para nós como time. Voltar a encontrar essa segurança do time inteiro para ir em busca dos nossos objetivos. Temos o jogo de domingo, uma viagem longa, mas acho que essa ida para Quito logo depois do jogo vai fazer que a gente não faça 10 horas de viagem voltando para cá e depois indo para Quito mais 6 horas”.

“Acho que lá são 4 horas de viagem, então eu acho que vai ajudar muito na nossa recuperação, ter mais mais noites para dormir, mais tempo para nos recuperar, porque eu acho que começa essa parte mais importante do ano, porque a gente tem um jogo na altitude, o fator altitude que sempre é bem difícil. Uma equipe como o Independiente del Valle, que vem fazendo um grande ano. Então, primeiro preparar o jogo de domingo para tentar vencer e, de a gente espera conseguir a vitória lá em Belém, a gente preparar o jogo na altitude, que vai ser um dos jogos talvez mais difíceis que a gente vai ter nessa sequência até o final do ano”.

BALIZA ZERO

“Sempre é importante sair sem tomar gol. A gente se cobra muito quando a gente toma gol, mesmo quando seja do jeito que seja, quando a gente toma gol fica um pouco com esse receio de que poderíamos ter feito melhor. Mas depois de uma sequência de três, quatro jogos que a gente vinha tomando gol, dois jogos consecutivos sem tomar gol, acho que é muito importante para nós como equipe, como pessoas também individuais. Fazem também a diferença na nossa cabeça porque é o que a gente sempre quer, e se a gente faz um jogo seguro lá atrás e saímos sem tomar gol, sabemos que a gente sempre vai estar mais perto de vencer, e é isso que a gente sempre tenta fazer”.

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