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O Vasco ainda não desistiu de levar a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors (ARG) para o Maracanã. Depois de ter o pedido negado pela Justiça, o clube ganhou um novo capítulo na tentativa de utilizar o estádio. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu ao governador Ricardo Couto uma intervenção para tentar viabilizar a realização da partida no local.
A movimentação acontece após a Justiça negar a liminar apresentada pelo Vasco contra o Consórcio Fla-Flu, responsável pela gestão do Maracanã. Na decisão, a Justiça considerou que a Fla-Flu Serviços S.A. apresentou justificativas técnicas formalizadas para recusar a realização do confronto.
Mesmo com a negativa judicial, o Vasco continua buscando alternativas para conseguir o Maracanã. Agora, o Ministério Público entrou na discussão e encaminhou um ofício ao governador Ricardo Couto. O documento, assinado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado, Antônio José Campos Moreira, defende a intervenção do Poder Concedente para tratar da cessão do estádio.
Para o Ministério Público, a discussão ultrapassa questões relacionadas ao uso e à operação do Maracanã. O órgão aponta possíveis impactos na segurança pública e na mobilidade urbana diante da realização do confronto entre Vasco e Boca Juniors.
“…a respeito das graves repercussões da negativa ao pedido de realização, no Maracanã, da partida Vasco da Gama x Boca Juniors… a matéria extrapola questões de índole patrimonial e operacional, ante o potencial de vulnerar a segurança pública e de mobilidade urbana…
Avulta, portanto, o interesse público primário da questão, a sugerir a intervenção do Poder Concedente, até porque a segurança pública é responsabilidade de todos (art. 144, caput, da Constituição da República), alcançando, assim, também a concessionária do principal equipamento esportivo do Estado, que se obrigou a usar e explorar o bem concedido em conformidade com o contrato e o edital, com zelo, diligência e observância das determinações do Poder Concedente”, diz trecho do ofício enviado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado, Antônio José Campos Moreira.
Antes da manifestação do Ministério Público, o Vasco já havia recorrido à Justiça para tentar conseguir o direito de jogar no Maracanã. A ação, porém, terminou com uma decisão desfavorável ao clube cruzmaltino.
A Justiça considerou que o Consórcio Fla-Flu apresentou justificativas técnicas para a recusa. Entre os argumentos está a situação do gramado, que passou por troca do piso após a realização do jogo da NFL no estádio. A decisão também apontou que não caberia ao Judiciário, sem uma prova técnica adequada, determinar quantas partidas o gramado poderia suportar em determinado período.
Além da disputa judicial e da intervenção solicitada pelo Ministério Público, o Vasco ainda precisa lidar com a avaliação dos órgãos de segurança. O BEPE considerou São Januário “inadequado” para o confronto contra o Boca Juniors.
O órgão citou a previsão de grande presença de torcedores visitantes, a necessidade de separação e controle das torcidas, as condições de acesso e dispersão do público e as características do entorno do estádio.
Por outro lado, o BEPE afirmou que o Estádio Nilton Santos “reúne condições” para receber a semifinal. Ainda assim, apontou que o “Maracanã constitui a opção mais adequada e recomendável”.
O Consórcio Fla-Flu consultou o BEPE sobre a possibilidade de utilização do Nilton Santos para a partida. O órgão avaliou que o estádio reúne condições para receber o confronto, enquanto o Maracanã aparece como a alternativa considerada mais adequada.
O Vasco ainda não havia feito contato formal com o Botafogo para tratar do aluguel do Nilton Santos. Mesmo assim, o estádio passou a ganhar espaço entre as alternativas diante da indefinição sobre o Maracanã.
O Vasco recebeu parecer positivo do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura para realizar a partida em São Januário. Para atender às exigências da Conmebol, o clube precisaria ampliar o setor destinado aos visitantes para acomodar 4 mil torcedores.
Agora, Pedrinho, presidente do Vasco, tenta resolver o impasse antes do prazo estabelecido pela Conmebol para a definição do estádio. O Maracanã continua como prioridade, mas São Januário e Nilton Santos aparecem como alternativas enquanto o clube insiste na tentativa de jogar no estádio administrado pelo Consórcio Fla-Flu.
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