O cartola Rubro-Negro admitiu que assumir o Flamengo está sendo o seu maior desafio na carreira pela forma com que encontrou o Clube quando chegou.
– Foi o maior desafio sim, porque chegar aqui com dificuldades pra abrir a temporada, fazer uma equipe sem nenhum planejamento, sem campos em condições, salários atrasados, jogadores insatisfeitos, promessas não cumpridas… Foi um trabalho duro pra resgatar a credibilidade e mostrar aos jogadores como deveriam ser as atitudes e o seu comprometimento. Isso tudo foi feito como muito sacrifício, muita crítica. Pessoas falando sem conhecimento, sem conteúdo, sem saber o porquê das coisas, porque cortamos salários e dispensamos jogadores… Isso tudo foi muito dolorido e difícil. Os jogadores com grandes salários não tinham culpa de estar aqui.
O gaúcho também exaltou o fato de estar representando o maior Clube do Brasil, e rebateu as críticas recebidas citando o reconhecimento dos jogadores.
– Eu me sinto gratificado em trabalhar no Flamengo pela grandiosidade do Clube e da sua torcida. Ser campeão da Copa do Brasil com mais de 60 mil pessoas no Maracanã vai ser uma imagem que jamais vai sair da minha memória, e ser homenageado pelos jogadores da forma que eu fui. Isso vale mais que qualquer salário, do que qualquer coisa da vida. Ser pego no vestiário pelas lideranças do Clube, pelo capitão do Clube, que foi o Léo Moura, que me levou pra dentro do Maracanã e me ergueu, vou levar pra eternidade. O diretor é sempre o ranzinzo, é quem dá bronca, é aquele que cobra… Mas eles sabem que eu cobro e o defendo também, não deixo faltar nada pra eles, e tudo o que eu falo eu cumpro. Aquilo foi o maior presente que eu recebi. Isso mostra que nós estamos no caminho certo, que a nossa maneira de trabalhar com respeito a imprensa, aos jogadores e a comissão técnica é a maneira correta. Nós temos uma hierarquia e respeitamos isso. Meu pai me deu essa educação e não admito falta de respeito.
Matéria escrita por Eduardo El Khouri

