Paulo Pelaipe diz entender a pressão da torcida Rubro-Negra por resultados e reforços. Mas segundo ele, há uma hierarquia e ele não toma as decisões sozinho no Clube.
– O diretor executivo executa e faz as contratações que são aprovadas pelo treinador e pela diretoria do Clube. Isso é importante esclarecer porque em muitas coisas o Pelaipe é o culpado. O Pelaipe executa uma política de futebol, e as vezes é confortável falar como ‘o Pelaipe quem fez’. Eu não tenho a caneta no Flamengo, eu não assino cheque, eu não tenho esse poder todo. O que eu tenho aqui é trabalho, 15 horas por dia trabalhando. O Flamengo foi campeão no domingo, e as 8 horas da manhã eu estava aqui de baixo de chuva vendo jogador e contatos pra nos reforçar…
O cartola também revelou que procura evitar qualquer tipo de conflito, mesmo que declarações e especulações estejam cheias de inverdades.
– Ao longo da minha vida nunca fiz uma censura a críticas, mesmo que injustas e sabendo que não são verdades. Temos que saber ouvir para procurar o meio termo. E a cada dia que passa eu trabalho com mais vigor, com mais satisfação, mais prazer, porque realmente é muito bom trabalhar com um grupo de atletas e uma diretoria séria que honra os compromissos.
Mesmo visado pela torcida quando o resultado positivo não vem, o diretor executivo de futebol do Flamengo exaltou a torcida do Clube para qual trabalha.
– Ver a torcida no Maracanã é um show à parte, é um amor que a gente não consegue descrever, só estando num jogo e vendo a torcida empurrar a equipe pra entender. O torcedor tem o direito de cobrar de forma civilizada porque as vezes sente um sentimento de frustração. O que sempre reprovamos é que o torcedor não pode ser influenciado por alguns maus torcedores, e nesse aspecto eu acho que a imprensa tem uma missão muito importante pra que os bons torcedores e as famílias voltem aos estádios. Hoje a gente vê meninas nos estádios, e é muito bom porque são as torcedoras do futuro. Não podemos deixar essa chama, a paixão morrer com torcedores que depredam e fazem algazarra. Os próprios Clubes e os jogadores começaram a se levantar contra isso e acho importante este despertar. Os atletas são os protagonistas.
Matéria escrita por Eduardo El Khouri

