Jejum do Vasco contra o Flamengo
– Temos uma rivalidade grande. O Vasco lutou muito, mas tomara que demore mais vinte e poucos anos… O Flamengo tem sido mais feliz. É esporte, um dia pode ganhar. Ainda bem que não foi agora.
Título apaga a decepção da Libertadores?
– Lógico. Perder é ruim, mas ser campeão é muito bom. Nossa campanha no Carioca deu certo, a da Libertadores não. Dizem que Carioca não vale nada, mas vai perder o título para ver o que acontece. Os atletas foram guerreiros. É uma felicidade, passamos por muitas coisas. O título é de todos, o único que não jogou foi o César (terceiro goleiro). Isso é um orgulho danado. Todos foram campeões.
Importância do título para o futuro do time
– Nós precisávamos fazer uma partida boa. Se não fossemos campeões, ia ser complicado recuperar a energia, a confiança. Íamos apanhar muito da imprensa, como é normal. Ser campeão pelo Flamengo é uma coisa linda, fica marcado para todos nós. Isso que tentei passar para eles.
Emoção de ser campeão como jogador e técnico
– Naquela época tinha 20, 21 anos. Foi meu primeiro título, uma emoção enorme. Ninguém acreditava muito. Acho que o de hoje foi mais emocionante porque teve o gol no fim. Mas ficar fora é complicado, só dá para torcer. Jogar é mais fácil. Mas estou muito feliz de ser campeão pelo Flamengo. Minha família tem história no clube.
Trajetória vitoriosa no Fla
– Entrei para quebrar um galho e, através do trabalho, das pessoas que acreditam em mim, cheguei até aqui. Quando peguei aquele jogo contra o Náutico, não imaginava ir tão longe. Foi em cima de um trabalho honesto, correto. Apesar de muita bobagem que se falou… se aproveitaram de um resultado ruim. Tenho consciência do meu trabalho, não abaixo a cabeça. Sei ganhar e perder.
Márcio Araújo, o herói do título
– A participação deles tem sido boa, tem correspondido. Foi uma contratação que está mostrando que nos ajuda bastante. Hoje colocou a bola para dentro. Ele se dedica muito, ajuda, orienta… Acho que foi muito bom ele ter chegado ao Flamengo.
Entrada de Erazo na equipe
– Se a gente soubesse, não faria… Era ele quem estava no banco, e eu precisava acertar a defesa. A confiança nele continua grande. Foi um jogo complicado. Talvez só falaria para ele não dar o carrinho. Mas ele é um jogador de seleção equatoriana. Teve muita dificuldade no início, expulsão boba, depois teve o machucado na cabeça. Mas é um menino que tem qualidade e com certeza vai nos ajudar. É muito bom jogador.
Acreditava até o fim?
– Depois do gol de pênalti, ainda tinha uns 15 minutos de jogo. Tinha esperança, havia tempo. Não era para desespero, e da maneira correta fomos felizes com o gol de escanteio.
Utilização do elenco inteiro
– Foi muito simples. Juntamos os atletas e dissemos que íamos utilizar todos. Se estão no Flamengo é porque têm condição. Acho que eles acreditaram. No dia a dia, nunca tive o receio de colocar esse ou aquele jogador. Pena o César não ter entrado, mas ele está começando e tem muito futuro pela frente.
Fonte: GE

