Os reflexos da eliminação precoce na Copa Libertadores puderam ser vistos na tristeza dos jogadores no dia seguinte — e no prejuízo que o clube sofrerá. Se por um lado, o abatimento pode ser minimizado com o título estadual, por outro, o baque nas finanças exigirá medidas drásticas. Segundo o vice financeiro, Rodrigo Tostes, o Flamengo deixará de ganhar, entre bilheteria e premiações, de R$ 8 milhões a R$ 9 milhões com os quais estava contando. Agora, precisará cortar gastos e jogar fora do Rio.
— O orçamento foi feito com base em metas para todas as áreas. Metas de cortes de gastos e de novas receitas. No futebol, o orçamento teve como base a meta de chegar às quartas de final da Libertadores. Como não alcançamos, vamos ter que aumentar outras fontes e reduzir ainda mais os gastos — disse.
Um corte já certo é a saída de Carlos Eduardo. Um dos maiores salários do grupo, o meia não se saiu bem no time e voltará para o Rubin Kazan, da Rússia, após o fim do empréstimo, em junho. O diretor de futebol, Paulo Pelaipe, diz que não haverá reformulação. Mas, diante da necessidade de reduzir custos exposta por Tostes, mais saídas podem ser inevitáveis.
— O futebol já trabalha dentro do orçamento. Não tem onde enxugar mais o elenco. Nós temos um grupo jovem, que precisa de continuidade para ganhar experiência — explicou Pelaipe.
A saída de jogadores também pode ser sinônimo de entrada de dinheiro. O Flamengo conta com atletas jovens, que podem ser envolvidos em negociações.
— Vai da diretoria e do treinador. Eles determinam elenco para as competições e veem em cada posição o que é preciso. Agora, também não podemos dizer que, se perdeu, está tudo errado. Senão, depois perde e muda de novo. Eu não sou dessa opinião, quero deixar claro — afirmou o lateral André Santos.
Atrás de novas receitas, o Flamengo deve repetir 2013 e realizar alguns jogos fora do Rio. Ontem, a diretoria confirmou que a estreia no Brasileiro, contra o Goiás, no dia 20, será no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. E existe a possibilidade de o jogo contra o Bahia, no dia 21 de maio, ir para a Arena da Amazônia.
Há ainda a perspectiva de o Rubro-negro ir além e ultrapassar as fronteiras do país. O clube estuda uma proposta para um período de treinos no exterior durante o período da Copa.
— Nós acabamos de confirmar nossa estreia no Brasileiro para Brasília e estamos estudando a possibilidade de um período de treinos no exterior durante a Copa — revelou Tostes.
No ano passado, esse foi o caminho tomado por Fluminense e Cruzeiro durante o recesso para a Copa das Confederações. As duas equipes treinaram durante 10 dias no CT do Orlando City, nos EUA.
Fonte: Extraa Globo

