Um time, geralmente, é o reflexo de seu treinador. A primeira final do Carioca, neste domingo, no Maracanã, levou à risca este bordão do futebol. Enquanto o Vasco adotava ritmo intenso, como o pilhado Adilson Batista se comporta na área técnica, capaz de suar tal qual seus comandados, o Flamengo estava tão lento que se confundia com a tranquilidade do zen Jayme de Almeida. Os comportamentos das equipes se inverteram após o intervalo, o Rubro-Negro buscou o empate por 1 a 1 (veja os melhores momentos acima) e manteve a vantagem de empatar no segundo jogo para ser campeão. O que ajudou a manter a avaliação popular no “vc dá a nota” do GloboEsporte.com: Jayme é aprovado, Adilson não agrada.
O comandante vascaíno foi quem teve a segunda pior média, de acordo com os internautas: 5,3. O flamenguista, o segundo melhor: 7,7.
A boa apresentação do Vasco, no primeiro tempo, não ajudou a aumentar a média de Adilson. A melhora do Fla no segundo combinada com a expulsão de Everton Costa o prejudicou em campo e fora dele. O lance, aliás, foi motivo de admissão de erro por parte do treinador.
– Vi um Vasco muito bem no primeiro tempo, criando chances, mas depois da expulsão tudo mudou. Na hora de chamar Fellipe Bastos e Thalles, dois minutos antes da expulsão, eu tinha pensando em tirar o Everton Costa. Não deu tempo. Acabou atrapalhando o nosso jogo – disse o treinador.
Jayme, sem quatro titulares e um reserva imediato, armou mal o Flamengo. Com Lucas Mugni, deixou a equipe sem saída rápida. Melhorou com a entrada de Gabriel no intervalo:
– Não consigo ficar gritando. Gritar para ninguém ouvir é coisa de maluco. Não tem como melhorar alguma coisa, passar uma instrução. Se parar, dá para chamar, mas no meio do jogo? Com a gritaria da torcida, nem quem está do meu lado escuta. Não quer dizer que acho que tudo está ótimo. Prefiro acertar no intervalo.
A finalíssima é no domingo, às 16h. Empate dá título ao Flamengo. O Vasco precisa ganhar.
Fonte: GE

