A CBF deve voltar a realizar exames antidoping no país depois de três anos enviando os materiais colhidos para análise no exterior. A expectativa é que a entidade volte a utilizar o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), no Rio, no Brasileirão deste ano.
Nos contratos com os laboratórios de Los Angeles (EUA), Bogotá (Colômbia) e Lausanne (Suíça), onde a CBF realiza os testes desde 2013 e cujos acordos são renovados anualmente, a entidade retirou a palavra “exclusividade” para este ano justamente para abrir a possibilidade de fazer as análises no Brasil.
Para tratar da volta dos testes antidoping do futebol ao país, está prevista para a próxima semana uma reunião, no Rio, entre o presidente da Comissão Nacional de Médicos de Futebol (CNMF) da CBF, Jorge Pagura, e o secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurelio Klein.
Além de acertos em relação à logística e condições para os testes serem feitos no laboratório brasileiro, também está na pauta a abrangência dos exames para outras modalidades, como o futebol de areia e o futsal.
Além do contrato mantido com os laboratórios do exterior, outro empecilho apontado pela própria CBF para manter os testes fora do país é a diferença de preço.
– Aqui são usados reagentes e equipamentos importados que encarecem as análises mas podemos chegar a um valor que fique bom para todos – diz Fernando Solera, chefe da Comissão de Controle de Dopagem da CBF, citando uma diferença entre R$ 200 e R$ 300 por exame entre o país e o exterior.
Segundo a entidade, foram realizados cerca de 4,8 mil testes antidoping no futebol brasileiro no ano passado.
Fonte: De Prima
