A dedicação de Guerrero e seu profissionalismo ainda não foram suficientes para lhe dar o brilho esperado no Flamengo. Sobretudo nos clássicos. Embora tenha se esforçado para enfrentar o Vasco um dia depois de atuar pelo Peru, o atacante segue com retrospecto desfavorável no duelo contra os principais rivais rubro-negros. Amanhã, o adversário é o Botafogo. Mas desde que chegou ao clube, o centroavante tem mais cartões do que gols nos confrontos diretos. São quatro advertências e uma bola na rede. Três amarelos contra o Vasco e um diante do Fluminense, equipe na qual marcou seu único gol em clássicos, em Brasília, recentemente.
O descontrole emocional não é novidade para Guerrero no Flamengo. Quando sofria com um longo jejum de gols, ano passado, passou a reclamar da marcação adversária e perdeu a cabeça. O mesmo ocorreu quando o zagueiro Rodrigo o provocou na última quarta-feira. A cotovelada proferida poderia ter lhe rendido uma expulsão. O único cartão vermelho aconteceu contra o Grêmio, em novembro passado.
Em 2015, Guerrero fez 18 jogos, quarto gols, e levou oito amarelos e um vermelho. Das advertências, apenas uma foi em clássico, contra o Vasco. Esse ano, em 13 jogos, tem seis gols, mas já levou cinco amarelos, três deles em jogos contra rivais cariocas: dois diante do Vasco e um contra o Fluminense. A média de advertências no Flamengo até diminuiu em relação a 2015, mas Guerrero está perdendo a cabeça facilmente em jogos mais pegados. Desta vez, a garra anulou o fato de ter sido presa fácil de provocação.
Fonte: Extra

É verdade, um cara com a experiência dele não pode ficar entrando na pilha de marcador adversário, e também não pode ficar reclamando toda hora de arbitragem porque os caras já vem predispostos a advertir com cartão.