Botafogo e Flamengo mostraram suas virtudes e problemas no clássico deste sábado. O Fogão, um time organizado, mas que sofre na frente – poderia ter matado o clássico. O Rubro-Negro, com vocação ofensiva, mas que perde chances e é vulnerável atrás, falhando na defesa e levando gols bobos. Neste contexto, o empate por 2 a 2, no Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, reflete a temporada dos rivais. Pior para o Rubro-Negro, que agora não vence há seis jogos e continua em sexto lugar na Taça Guanabara.
Mais uma vez, faltou o terço final ao Botafogo. A dificuldade na parte ofensiva custou ao time. O Fogão pouco criou e chegou aos gols em falhas do Flamengo. Quando teve o contra-ataque – e não foram poucos -, não matou o jogo. O Alvinegro tem oito pontos e está em terceiro na Taça Guanabara.
A crise ainda ronda o Flamengo. No saldo geral, foi superior no clássico – tal qual contra o Vasco. Porém, “sofre” para fazer gol e leva com “facilidade”. Muricy Ramalho iniciou o jogo com Ederson e Alan Patrick. A dupla funcionou bem. Porém, o camisa 10 saiu no intervalo.
O clássico marcou o reencontro de Willian Arão, agora rubro-negro, com o Botafogo – ele saiu brigado com o clube, que buscou a renovação automática que estava prevista. O volante foi hostilizado pela torcida alvinegra. Em campo, teve atuação discreta.
Na próxima rodada, o Flamengo encara o Boavista, no sábado, às 16h, no Raulino de Oliveira. O Botafogo volta a campo no próximo domingo, quando vai enfrentar o Bangu, às 18h30, em São Januário.
O jogo
O clássico começou movimentado, com a primeira chance do Flamengo. Ederson, após cobrança de escanteio, ganhou pelo alto e viu Jefferson salvar. O Botafogo foi obrigado a fazer alteração logo aos sete minutos. Airton sentiu uma lesão muscular e deu lugar a Fernandes. O Fogão apostava no contra-ataque e conseguiu levar perigo. Ribamar desceu pela direita, mas chutou em cima da zaga. Salgueiro pegou o rebote e emendou à esquerda de Paulo Victor, que só torceu para a bola ir para fora.
O fantasma da bola aérea voltou a perturbar a torcida rubro-negra. Após cobrança de escanteio, Paulo Victor saiu mal e não achou nada. A zaga afastou, mas novamente o Botafogo levantou a bola para área. O goleiro do Flamengo falhou de novo, atrapalhado por um desvio de Juan, e viu Joel Carli abrir o placar. O xerife argentino marcou pelo segundo jogo seguido. E, pelo segundo clássico consecutivo, o Rubro-Negro sofreu um gol em bola pelo alto.
Jefferson teve trabalho para impedir o empate do Flamengo. Alan Patrick cobrou falta e viu o goleiro voar no ângulo para salvar. Depois, Renan Fonseca entregou o ouro. Ele recuou mal e ligou o contra-ataque rubro-negro. Guerrero ficou cara a cara com Jefferson. O goleiro levou a melhor e evitou. Porém, ele nada pôde fazer quando Alan Patrick ficou com rebote e emendou de esquerda, no ângulo: 1 a 1.
O Flamengo foi superior e mais perigoso na primeira etapa. Se não fosse Jefferson e sua própria falha na zaga, teria ido para o intervalo em vantagem. O Botafogo, por sua vez, conseguiu dar o bote logo no início, mas a estratégia de buscar o contra-ataque não funcionou. Faltou qualidade ofensiva.
O Rubro-Negro voltou para o segundo tempo com Emerson Sheik no lugar de Ederson. O Fla piorou em relação à etapa final. Para complicar. Wallace cometeu penâlti infantil em Ribamar. Paulo Victor defendeu a cobrança de Rodrigo Lindoso, mas Fernandes pegou o rebote e tocou para Lindoso fazer 2 a 1.
O Flamengo, sem Ederson, caiu de produção. Alan Patrick era a principal opção. Ele deslocou um lançamento para Cirino. O atacante deu um toque e tirou de Jefferson. Porém, Diogo Barbosa salvou praticamente em cima da linha. O Botafogo tinha o contra-ataque, mas pecava no último passe. Foi castigado. Gabriel, que entrou no lugar de Alan Patrick, cruzou na medida para Cirino empatar.
O fim do jogo ganhou em emoção. O Flamengo buscou a virada na base do abafa. O Botafogo se segurou e garantiu o empate.
Fonte: O Dia
