Foi como deve ser qualquer jogo de primeira fase da Copa do Brasil: vitória larga, muita chance, pouco susto (no caso, um só – em chute de fora da área no começo do primeiro tempo).
Avaliar o time é até difícil – afinal, era o Flamengo enfrentando o Confiança – e, embora Alan Patrick tenha tentando mostrar que as coisas poderiam não ser como deveriam, elas foram. O Flamengo cumpriu o papel de Flamengo e está classificado.
Por meio de dolorosas derrotas, a vida nos ensinou a sempre focar na próxima partida. Tava difícil. No último domingo, às 18:30, mentes e corações rubro-negros já começavam a pensar no Clássico dos Milhões. Porém também sabiam que pouco valeria a vitória sobre o rival diante de uma eliminação pra lá de vexatória na Copa do Brasil. Uma semana, dois jogos. Qualquer resultado diferente de dois triunfos significa catástrofe.
O primeiro passo a ser dado era o mais fácil. Não tinha de vencer por 10 a 0, não tinha de ter um carrossel em campo, não tinha de ser um superFla. Apenas o Fla, aquele bom e velho que a gente ama e nos enche de orgulho. Assim foi.
Fizemos do nome do rival desta quarta-feira nosso instrumento. Contra o Boavista o time jogou mais, mas nenhuma das últimas vitórias no estadual nos deu tamanha confiança. Talvez porque o jogo mais importante nem sempre é o próximo, embora seja no próximo que devemos nos concentrar.
Agora os fatores estão juntos, podemos concentrar todas as nossas forças no clássico. Nessa quarta, saímos de campo Flamengo, confiantes e com uma vontade absurda de ganhar no domingo.
A mesma vida que nos ensinou a focar na próxima partida, provou que quando o Flamengo quer vencer, nada é capaz de impedi-lo. Começamos o feriado de alma fortalecida, hemos de terminá-lo com ela lavada.
Fonte: Nosso Flamengo
