Jayme de Almeida chamou Alecsandro aos 27 minutos do segundo tempo. O placar estava encaminhado, mas o tempo não era muito para o substituto de Hernane. Ele tirou o colete, ouviu recados do treinador e não pensou duas vezes ao ouvir reações das arquibancadas. Alguns ensaiavam vaias ao Brocador, enquanto outros aplaudiam. Estes últimos ganharam o apoio do suplente, que convive com o banco de reservas mesmo estando em melhor momento que o titular.
E ele nem precisou colocar o pé na bola para marcar mais um gol no Campeonato Carioca. Em seu primeiro toque, de cabeça, fez o terceiro do triunfo rubro-negro no Maracanã e saiu para comemorar. Após o fim do 3 a 0 sobre a Cabofriense, ainda revelou que a frequência no banco de reservas pode ajudar de certa maneira. Para analisar as nuances do jogo, acompanhado de outro experiente companheiro que convive com a reserva.
– Em tudo na vida você tem que tirar o lado positivo. Vendo compartilhando o banco com bons jogadores. Fico ali do lado do Chicão e ele fala: “Você vai entrar”. Ficamos estudando o jogo, pensando “por ali é mais fácil, ali não”. Ainda pensei que se entrasse ia chegar de fora da área em algum escanteio. Nada é por acaso.
Com dez gols, Alecsandro agora está empatado com Edmilson, do Vasco, na ponta da artilharia do estadual. O jogo de volta com a Cabofriense acontece no próximo sábado, novamente no Maracanã, e o Flamengo pode perder até por dois gols de diferença para avançar. Um placar favorável ao time da Região dos Lagos em três gols leva a decisão para os pênaltis.
Fonte: GE

