Maior país da América do Sul, o Brasil também caminha rumo a uma supremacia na Taça Libertadores, defende o jornalista Diogo Olivier, da RBS TV. Convidado do “Redação SporTV”, o comentarista acredita que a diferença entre os clubes do país e dos vizinhos tende a se tornar cada vez maior, principalmente depois dos investimentos da Copa do Mundo. Apesar de admitir que nem todos os seis times se destacam em seus grupos na edição atual, Olivier acredita que o campeão de 2014 pode ser um brasileiro, registrando a marca inédita de cinco vencedores seguidos de uma mesma nação.
– No contexto geral, nas últimas quatro Libertadores teve clube brasileiro vencendo. Se ganhar este ano, será a quinta vez. Isso só aconteceu nos anos 60, quando a Argentina tinha aquela superioridade imensa no continente. É uma supremacia muito grande. O Grêmio jogou contra o Newell’s Old Boys, que tem folha salarial de R$ 1 milhão, enquanto o Grêmio tem uma de R$ 6 milhões. Com a Copa do Mundo e os estádios, isso vai dar um ganho maior ainda. Nessa primeira fase, pode haver uma certa decepção, mas o conjunto da obra tem uma superioridade muito grande. Virou um certo “Brasileirão” a Libertadores – disse.
O apresentador André Rizek discorda de Olivier e afirma que apenas Atlético-PR e Grêmio podem ser apontados como times de destaque na Libertadores. Ao fim de quatro rodadas, ambos lideram seus respectivos grupos, assim como Atlético-MG e Botafogo. Cruzeiro e Flamengo, no entanto, vivem situação delicada, pois estão fora da zona de classificação para as oitavas de final.
– Exceção feita a Atlético e Grêmio, os clubes brasileiros vêm sofrendo nesta Libertadores. O Atlético-MG está bem na classificação, mas não tem ido bem contra time menos, como o Nacional do Paraguai, com quem empatou em casa. Não seria decepcionante? – opinou.
A melhor campanha entre os 32 times da Libertadores é do mexicano Santos Laguna, que derrotou o Peñarol nesta terça-feira e chegou aos 13 pontos na liderança do Grupo 8.
Fonte: SporTV

