Para quem pensa que a reeleição de Rubens Lopes à presidência da Federação de Futebol do Rio até 2018 é mais um golpe contra os grandes clubes, se engana. Os clubes grandes estão mais no controle do que se imagina.
Durante uma reunião, bem antes do carnaval, quando o fiasco de público ainda não era tão evidente, Ferj e clubes discutiam o preço dos ingressos. A coisa estava tensa. Rubinho alegava que o preço fugia à realidade, principalmente do campeonato Estadual, cujas rendas tem sido pífias e os públicos ainda mais. Em determinado momento, dialogaram Rubinho e o vice de futebol do Flamengo, Wallim Vasconcelos.
– Poxa, Wallim, ingresso a R$ 100 não dá, disse Rubinho enfático.
– Presidente ou paga R$ 100 ou entra para o sócio torcedor, disse, sem admitir qualquer acordo no tema.
– Mas…
– Não tem discussão.
O assunto morreu aí. O Flamengo tem quase 64 mil sócios-torcedores e se vale disso para bater o pé nos jogos em que é mandante. Antes, quando a Ferj ainda tinha alguma ingerência no Maracanã, ela podia determinar os preços. Agora que o Maracanã é privado os clubes precisam rentabilizá-lo. E cobram o que bem entendem. Mas quem faz a tabela e a fórmula do Estadual, e as aprova com apoio dos clubes pequenos e sem se importar com que pensam os grandes, é a Federação. E com isso, perde sempre o mesmo: o torcedor.
Fonte: Terra

