As justificativas alegadas pelos advogados de Luiz Antônio na Justiça e pelo empresário Francisco Dambrós – como o não-recebimento de férias de 2009 e 2010, de luvas de R$ 50 mil e algumas bonificações de R$ 2 mil e R$ 4 mil nos casos de ter sido relacionado para determinados percentuais de jogos –, foram apenas a forma vislumbrada para que o jogador tentasse obter a rescisão de contrato com o Flamengo. Mas não eram esses os verdadeiros motivos da rebeldia do volante – reintegrado ao time, nesta sexta-feira, dia 6 de março. O que o movia a brigar pelo fim do vínculo contratual com o clube que o revelou era a disparidade salarial, se comparado a alguns jogadores do elenco.
Desde que se destacou no histórico Santos 4 x 5 Flamengo, na Vila Belmiro, em 2011, pelo Campeonato Brasileiro, Luiz Antônio iniciou um processo de afirmação durante a qual oscilou muito, com um constante vaivém rumo ao banco de reservas, até sobressair no fim do ano passado. Antes de recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho, o seu contrato, assinado até 2016, previa vencimentos de R$ 20 mil por mês, ao passo que outros companheiros recebiam valores muito superiores – casos, por exemplo, de Carlos Eduardo (R$ 500 mil mensais) e André Santos (R$ 280 mil).
Ao brilhar especialmente na final da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR – título que credenciou o Flamengo para a disputa da atual Copa Libertadores -, Luiz Antônio esperava que a diretoria reconhecesse o seu talento e oferecesse um adendo ao contrato, reduzindo a diferença salarial para os mais bem-remunerados. Diante desse quadro, foi em vão buscar os seus direitos na Justiça e saiu derrotado. Agora, regressa ao clube sem ter participado da pré-temporada, desprovido de ritmo de jogo e da possibilidade de ser inscrito na primeira fase da Libertadores.
Fonte: Ponta de Lança

