A última sombra que ganhou no Flamengo (Marcelo Moreno), Hernane derrubou com uma média que não o deixava passar quatro jogos sem marcar. O concorrente da vez, Alecsandro, deixa o Brocador em uma situação mais delicada. Ultrapassado na artilharia do time, o camisa 9 volta após se recuperar de uma amigdalite precisando encerrar o jejum de três partidas que já o fez ficar para trás. Nada melhor do que no Maracanã, onde foi artilheiro em 2013, para acabar com a pressão e fazer o seu primeiro na Libertadores.
Hernane tem quatro gols no ano e é o vice-artilheiro da equipe. Mas uma mudança no ponto de vista mostra que sua situação não é tão confortável. Dos seis jogos em que participou, só marcou em um. E, se não fizer nesta quarta, contra o Emelec, chegará aos quatro jogos em branco, uma marca que, quando ocorreu pela última vez, na metade do ano passado, custou a ele a titularidade.
— Não tem ansiedade. Sei que a torcida confia no meu trabalho. O professor Jayme já falou comigo e estou tranquilo pra fazer um bom jogo — contou.
A tal conversa com Jayme ocorreu antes do jogo com o Resende. Vendo que o jogador não tinha condições de entrar em campo por causa de uma amigdalite, o técnico o chamou para um papo em que tratou de tranquilizá-lo e pediu que não se preocupasse com a concorrência.
— Disse que eu não precisava me desesperar, que se não estava bem não precisava ir para a partida (contra o Resende), que confia no meu trabalho, que tenho crédito pelo que fiz no ano passado.
O problema é que Alecsandro continua fazendo seus gols. E depois dos dois sobre o Resende acirrou ainda mais a briga pelo posto. Melhor para o Flamengo, que precisa balançar a s redes do Emelec para ele mesmo também não ficar para trás.
— Independentemente de quem estiver jogando, eu tenho que provar (seu valor) todo dia. O Alecsandro também sabe disso. Centroavante de time grande se fica quatro ou cinco jogos sem marcar tem que provar — encerrou Hernane.
Fonte: Extra Globo

