O clássico entre Vasco e Flamengo, pelo Campeonato Carioca, ficou em segundo plano por causa da atuação do auxiliar Rodrigo Saraiva Castanheira. O juiz não percebeu que a bola cruzou a linha do gol flamenguista após cobrança de falta de Douglas, no primeiro tempo. O lance caracterizaria o primeiro gol do time de São Januário, que acabou prejudicado e perdeu o jogo por 2 a 1. O equívoco foi tema de diversos programas esportivos nesta segunda-feira, que até citaram “azar” dado pelo tenista Rafael Nadal – presença ilustre no Maracanã.
As reações de pena e incredulidade pela atitude do auxiliar, que estava muito próximo da jogada e não viu a bola dentro do gol defendido por Felipe, dominaram as repercussões. No entanto, houve quem desse a carreira de Castanheira como encerrada ou o visse como vítima da falta de tecnologia no futebol.
Ex-árbitro e comentarista da TV Bandeirantes, Rodrigo Braghetto não poupou o árbitro pelo erro no Maracanã. “Vai chorar na cama que é lugar quente. A carreira dele praticamente acabou. Ele está lá pra isso. Ontem eu ri, o que esse cara tá fazendo nessa posição? Faltou papel higiênico? Infelizmente acabou a carreira dele”, atacou.
Outro especialista, Arnaldo Cesar Coelho também não perdoou o erro. “Uma falha muito grave”, resumiu o comentarista global. Sem acreditar no lance, Neto questionou: “Como é que o árbitro não dá um gol como esse?”. Mauro Cezar Pereira, da ESPN, seguiu no mesmo tom. “Ficou mais grave o erro dele quando o outro auxiliar do outro lado do campo acertou o lance semelhante. É muito grotesco o erro dele”.
Castanheira também foi visto como vítima da Fifa, que ainda não implementou sistema capaz de definir se a bola entrou ou não no gol, através de um chip. Osmar de Oliveira, da Band disse que ficou com pena. “Fiquei com dó do auxiliar”, afirmou. O global Tiago Leifert pediu mudanças. “Isso vai dar muito ainda o que falar, todo mundo pedindo o chipe na bola: ‘Ah, eu quero chipe na bola!’”.
Por fim, o tenista espanhol Rafael Nadal foi lembrado. O número 1 do mundo foi presença ilustre no Maracanã. Em sua modalidade, ele teria pedido para o lance ser revisto no telão, de acordo com Sidney Garambone. “A ironia das ironias é que o Rafael Nadal, que é um dos melhores tenistas do mundo, estava no Maracanã e deve ter se perguntado: ‘mas não tem o desafio’”, ironizou o comentarista, no Redação SporTV. Lucio de Castro, da ESPN, também cutucou: “Acho que foi o Nadal que deu azar para o cara, hen! Apertou a mão dele lá”.
Fonte: UOL

