Os principais clubes brasileiros estão cada vez mais hospitaleiros para receber mão de obra importada. Já que a CBF atendeu o pedido dos dirigentes e aumentou de três para cinco o limite de estrangeiros por time em competições oficiais, os clubes aproveitaram e já há mais jogadores de fora nos 16 grandes clubes do país.
Existem hoje 46 atletas estrangeiros nos principais times. Levando em conta a mesma relação, 2013 terminou com a presença de 41 “forasteiros”. Mas o dado que mais mostra o efeito da mudança do Regulamento Geral de Competições é que o número de clubes com mais de três estrangeiros no elenco aumentou. Se 2013 terminou com cinco equipes incluídas nesse quesito, 2014 já tem sete nessa relação.
A busca por jogadores internacionais vai além da questão técnica. Como os salários por aqui estão bem mais altos do que nos países vizinhos, trazer estrangeiros gera um alívio nos cofres.
– Isso abre o mercado, traz um aspecto positivo e não é só na questão econômica. Temos que abrir o leque de opções. Acredito que, no futuro, tenhamos um sistema parecido com o da Europa, por causa do Mercosul, e isso vai ficar ainda mais fácil – comentou ao L!Net Fábio Koff, presidente do Grêmio, um dos clubes que iniciou a discussão na CBF.
Para o economista Fernando Ferreira, membro da Academia LANCE!, o crescimento do mercado brasileiro também foi impulsionado pela crise nos vizinhos.
– Hoje o Brasil é para os sul-americanos o que Portugal era para nós: parada estratégica no caminho para as grandes ligas europeias. Somos 40% do PIB da região. E a depreciação dos países vizinhos contribuiu para isso – explicou.
Fernando ressalta que o percentual de estrangeiros que o Brasil abriga ainda é muito pequeno em relação às grandes ligas. Mas, pelo ritmo, estamos presenciando apenas o começo da abertura das fronteiras.
Fonte: Lancenet

