No imbróglio que envolve a última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, um novo fator surge para complicar ainda mais a situação da competição. Segundo informações veiculadas no programa “Sportscenter”, da ESPN Brasil, a CBF teria oferecido um empréstimo de R$ 4 milhões à Portuguesa para que ela desista de qualquer tentativa de alterar a decisão do STJD, que tirou quatro pontos pela escalação irregular do meia Héverton, e dispute a Série B. Porém, para o comentarista Wagner Vilaron, o documento não faz sentido, uma vez que as ações na justiça ordinária, que tentam devolver os pontos à Lusa, não dependem do clube, e sim dos torcedores que entram com liminares.
– Adiantamento de cotas é algo muito comum, infelizmente, mas não vejo muito sentido nessa condição imposta à Portuguesa. Porque os torcedores podem continuar a entrar na Justiça Comum com ações contra a decisão do STJD. Não depende da Portuguesa. Os envolvidos nesse caso mostram-se cada vez mais perdidos. Não sabem lidar com esse imbróglio envolvendo a última rodada do Campeonato Brasileiro – disse.
Em uma das cláusulas do documento, a entidade determina dez datas para que a Lusa pague esse empréstimo no ano de 2015, em parcelas iguais de R$ 400 mil. Após a divulgação da condição imposta pela CBF, o presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, deu a sua versão do caso. Segundo ele, foi o clube que pediu dinheiro à Confederação, garantido por cotas de TV, logo após o fim do Brasileirão. A CBF, por sua vez, aceitou fazer o empréstimo, mas exigiu que a Lusa não acionasse a Corte Arbitral do Esporte nem a justiça comum para tentar continuar na Série A.
Fonte: SporTV

