A Conmebol barrou a proposta de dirigentes brasileiros para a criação de um mercado comum no Mercosul envolvendo a livre transferência de atletas entre os países membros do bloco econômico. Procurado recentemente com a sondagem, o secretário-executivo da entidade, Francisco Figueredo Brítez, desestimulou o avanço da ideia e sinalizou que ela não encontraria respaldo entre os vizinhos pelo continente.
Segundo o ESPN.com.br apurou, o objetivo era repetir a abertura europeia para comunitários, mas os representantes nacionais chegaram à conclusão de que a estrutura política na região ainda se mostra frágil demais para dar continuidade ao assunto nesse momento.
Entre os argumentos utilizados por Figueiredo Brito, estão o enfraquecimento do mercado interno nos demais países sul-americanos e ainda a possibilidade de que essas seleções passem a enfrentar dificuldade na formação de jogadores.
Essa linha de raciocínio é a mesma adotada por parte dos cartolas locais antes do aumento no limite de estrangeiros no país para cinco, anunciado pela CBF em dezembro do ano passado.
A princípio, a alternativa barrada pela Conmebol constava no estudo enviado pelo Grêmio para o presidente José Maria Marin ainda em 2013. A uma possível recusa na mudança no número de estrangeiros, o clube oferecia como opção a manutenção do limite de três nomes, porém, com o fim da restrição para atletas do Mercosul. A entidade que comanda o futebol brasileiro acabou fazendo escolha pela primeira ideia.
Um dos entusiastas da proposta descartada é o presidente da federação gaúcha, Franciscco Novelletto, que pode concorrer à presidência da CBF na chapa de oposição.
O lobby pela criação de um mercado comunitário na América do Sul conta com o apoio também de empresários locais, que vislumbram no movimento a chance de ‘invadirem’ os países vizinhos. Eles acreditam que os jogadores de divisões inferiores seriam os principais beneficiados pela medida, com salários que se encaixariam nos orçamentos pelo continente.
Fonte: ESPN

