Na segunda parte da entrevista dividida pela Coluna do Flamengo, concedida pelo site Magia Rubro-Negra, Luiz Eduardo Baptista respondeu questionamentos sobre a sua falta de aparições na imprensa, já que diante de duras acusações extracampo, os cartolas do Clube Carioca não vieram a público esclarecer dúvidas.
Bap explica sumiço na mídia e exalta união na gestão do Flamengo.
– Antes das eleições eleitorais você me conhecia? Você via meus nomes nos jornais? Via fotos minhas nas revistas? Em ponto de vista de televisão só existe uma Empresa maior que a SKY, que se chama Rede Globo. Se for somar a Bandeirantes, Record, SBT e Rede TV não dá uma SKY. No entanto, você nunca me viu em revista dando entrevista. Eu não tenho nenhuma necessidade de aparecer, agora, uma característica minha é que eu sou uma pessoa intensa. O fato de você não me ver na mídia, dando opinião todo dia não significa que eu estou desaparecido. O Flamengo só não é mais importante pra mim que a minha família. É evidente que durante o ano o BAP dos primeiros meses, quando a gente tinha que implementar a filosofia de trabalho, estive muito mais presente. Mas ao longo do ano nós discutíamos por um fórum e via e-mail. O fato de não estar dando a minha opinião na imprensa não significa dizer que eu não estou presente e atuando. Isso é uma premissa.
Apesar das discordâncias, BAP destacou a união da diretoria, a eficiência de Eduardo Bandeira de Mello ao substituir Wallim Vasconcellos na última hora para a chapa concorrer as eleições.
– Eu tenho orgulho de dizer isso. O grupo de 12 pessoas que hoje compõem o conselho diretor do Flamengo pensam 90% igual. Então, nas grandes decisões que nós tínhamos que tomar, todos sabiam o que a gente queria fazer e como queríamos fazer. Nisso houve praticamente zero de discordância, e ‘como fazer’ houve terço de discordância. Mas o grupo geral é muito unido, e eu acho injusto citar eu, o Wallim e o Godinho com uma santíssima trindade do Flamengo, porque quando ‘o jogo’ começou, no dia a dia, não foi exatamente assim. Quando barraram o Wallim para Presidente falaram que não tínhamos outro para o seu lugar, e o Eduardo está indo muito bem como Presidente, e ninguém conhecia ele. Foi com a força do nosso grupo que a gente ganhou a eleição e foi assim que a gente está comandando o Flamengo. Vocês acham que as coisas entre a gente são fáceis? O coro come, a gente discute… A diferença é que quando a gente discute e vota, a decisão tomada é seguida. Não importa se você votou contra. Se o grupo decidiu ‘pra ir ao cinema’ enquanto outro ‘queria ir ao teatro’, a gente vai pro cinema e não fica resmungando. Essa força do grupo é que tem nos mantido imunizados. Eu acredito que essa capacidade da gente se respeitar, interagir e concordar em discordar acabamos criando um modo operante muito bacana. E pra mim, essa foi a melhor surpresa no ano, porque eu acreditava que esse ano seria mais difícil do que acabou sendo.
Matéria redigida por Eduardo El Khouri.
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