O Flamengo defendeu no STJD a tese de que foi muito cauteloso ao decidir que escalaria André Santos contra o Cruzeiro, na última rodada do Brasileiro, mas só levou em consideração que a interpretação sobre a suspensão automática do jogador, expulso na final da Copa do Brasil, seria confusa, quando já estava no banco dos réus. Amadorismo inexplicável até agora.
Punido com base no artigo 214, o clube informou que entendeu ser o correto tirar o jogador da partida seguinte, contra o Vitória, e usou como argumentos sanções disciplinares da Fifa, com a presença de um ex-diretor da entidade, e artigos do regulamento geral de competições da CBF. O clube justificou a interpretação do advogado Rodrigo Frangelli, que foi quem representou o clube no julgamento de André Santos, no dia 6.
— A cautela máxima foi retirar contra o Vitória. Era a única interpretação possível. Pela primeira vez o tribunal entendeu que a suspensão automática se transfere para outra competição, mas de forma contraditória vai nos punir administrativamente e nos obrigar a cumprir a automática na Copa do Brasil. Isso eu não sabia — disse o vice-presidente jurídico Flávio Willeman.
O advogado Michel Assef Filho quase conseguiu convencer os auditores, que confirmaram que ficaram em dúvida sobre a matéria.
— A matéria não é objetiva. É passível de outra interpretação. Os elementos dão margem — disse o presidente Paulo Valled Perry, elogiando Michel Assef Filho.
— O Flamengo tinha toda chance de interpretar de maneira equivocada, e foi cauteloso. A Comissão não entendeu de forma consolidada— avaliou o advogado do clube.
Fonte: Extra Globo

